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O projeto dos sistemas de armazenamento subterrâneo de combustíveis

Como deve ser executado o manuseio do tanque de armazenamento? Quais devem ser as distâncias de segurança? Como deve ser feita a colocação do tanque na cava? Como deve ser realizada a ancoragem do tanque? Essas questões estão sendo mostradas na NBR 16764 de 06/2022 - Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Instalação dos componentes do sistema de armazenamento subterrâneo de combustíveis (SASC), óleo lubrificante usado e contaminado (OLUC) e ARLA 32.

Equipe Target

NBR 16764 de 06/2022 – Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis – Instalação dos componentes do sistema de armazenamento subterrâneo de combustíveis (SASC), óleo lubrificante usado e contaminado (OLUC) e ARLA 32

NBR 16764 de 06/2022 – Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis – Instalação dos componentes do sistema de armazenamento subterrâneo de combustíveis (SASC), óleo lubrificante usado e contaminado (OLUC) e ARLA 32 estabelece os princípios gerais de projeto e os requisitos para execução da instalação dos componentes do sistema de armazenamento subterrâneo de combustíveis (SASC), óleo lubrificante usado e contaminado (OLUC) e ARLA 32. A execução e instalação dos componentes do SASC são aplicáveis aos empreendimentos previstos na Resolução Conama 273:2000. Este documento não se aplica às instalações de gás natural veicular (GNV).

Quando houver uma construção nova, ampliação ou reforma de empreendimento, deve ser feito um projeto executivo que especifique e localize os tanques de armazenamento, tubulações, componentes e equipamentos utilizados na instalação do SASC, conforme este documento. Depois de concluída a instalação do SASC, deve ser realizado o projeto como construído (as built), que deve ser atualizado sempre que forem realizadas novas intervenções.

Para todos os projetos de construção nova, ampliação ou reforma, devem ser considerados, quando disponíveis, os como construído (as built) dos projetos de instalações, como água, esgoto, parte elétrica, sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) e todas as instalações que utilizarem intervenções subterrâneas. Para as intervenções que alterem as características, quantidades, componentes e localização do projeto original, deve ser elaborado novo projeto ou o projeto original deve ser revisado.

Durante o projeto, deve-se considerar que o biodiesel e/ou o óleo diesel BX degradam certos tipos de borracha utilizados na fabricação de mangueiras, gaxetas e anéis de vedação. Deve-se evitar o seu contato com itens fabricados em borracha nitrílica ou borracha natural. As mangueiras devem ser fabricadas à base de politetrafluoretileno ou poliamidas, conforme a BS 5842.

As gaxetas e os anéis de vedação utilizados no sistema de movimentação, armazenamento e transferência também devem ser fabricados em politetrafluoretileno ou poliamida. Também não é recomendável o contato de biodiesel e/ou óleo diesel BX com alguns metais ou plásticos, pois a concentração de sedimentos no produto aumenta, se houver contato por um longo período.

Deve-se evitar contato do produto com o cobre, chumbo, cádmio, bronze, latão, estanho, zinco e ligas metálicas que contenham estes metais e aços galvanizados. O projeto executivo deve ser composto por: projeto hidráulico; projeto elétrico; projeto de drenagem oleosa; projeto de contenção e monitoramento ambiental; projeto da área de abastecimento; e lista de materiais do SASC.

No projeto hidráulico, devem ser previstas a locação, quantidade, volumetria e compartimentação de todos os tanques de armazenamento de combustível, considerando a NBR 16161, e de armazenamento de ARLA 32, considerando a NBR 16406. Devem ser considerados os requisitos de locação dos tanques em conformidade com este documento.

Devem ser previstos os diâmetros, locação, distâncias, tipo, inclinações, cota de elevação e sentido do fluxo de todas as tubulações. Deve ser prevista a instalação de OLUC conforme o Anexo C. Os tanques de armazenamento também podem ser instalados em uma área de abastecimento ou em outras áreas sujeitas a tráfego.

Todos os trechos de tubulação aérea devem ser de tubulação metálica, em conformidade com as NBR 5580 e NBR 6943, que não pode ser aplicada em trechos subterrâneos. Todos os trechos de tubulação subterrânea devem ser de tubulação não metálica, em conformidade com a NBR 14722, que não pode ser aplicada em trechos aéreos.

Devem ser previstos a locação, a quantidade e o tipo de unidades de abastecimento e de unidades de filtragem. Deve-se evitar passar tubulações sobre os tanques, passando-se somente quando for absolutamente inevitável. Deve-se evitar passar eletrodutos junto de tubulações hidráulicas.

Todas as tubulações que operam com pressão positiva devem possuir proteção secundária, de modo a conter eventuais vazamentos. As interligações de tubulações hidráulicas por montagem mecânica, do tipo rosca ou flange, quando subterrâneas, devem estar contidas em câmaras de contenção. As interligações de tubulações hidráulicas, montadas por eletrofusão, conforme o Anexo B, podem estar contidas em câmaras de contenção ou diretamente no solo.

Para o componente denominado transição, fabricado conforme a NBR14722, a parte interligada por eletrofusão pode estar enterrada diretamente no solo e a parte interligada por montagem mecânica deve estar contida em câmara de contenção. Em sistemas que operam com sucção, utilizando sistema de bombeamento da unidade abastecedora ou da unidade de filtragem, deve-se considerar a utilização de tubulação individual, sem derivações, para evitar entrada de ar no sistema.

Em sistemas que operam com unidade abastecedora dotada de eliminador de ar, a tubulação de retorno do kit eliminador de ar deve ser individual, sem derivações, entre a unidade abastecedora e a unidade de filtragem, para evitar anomalias no sistema de medição. Quando for projetada a interligação entre tanques, esta interligação deve ser por sistema de sifão entre os tanques.

O projeto elétrico deve ser estar em conformidade com a NBR 14639. As áreas classificadas devem ser localizadas no projeto. Os eletrodutos devem estar indicados quanto à locação, ao diâmetro e ao tipo, e os seus pontos de selagem devem estar identificados. As redes elétricas devem ser projetadas com eletrodutos independentes para cabos de energia e cabos de dados.

O projeto deve prever que, quando da utilização de tubo metálico flexível para instalações elétricas, em área classificada conforme a NBR 14639, este tubo deve possuir a mesma proteção EX do equipamento ao qual será conectado e deve ser certificado conforme a legislação vigente, não podendo haver diminuição do grau de proteção IP do equipamento. Deve ser realizado um projeto do sistema de contenção e separação de efluentes, conforme a BR 14605 (todas as partes).

Deve ser elaborado um projeto de contenção secundária, com o objetivo de conter eventuais vazamentos e derramamentos de produto, estabelecendo a quantidade, as dimensões e a locação de câmaras de contenção e da tubulação de contenção secundária, conforme a NBR 13786. Este projeto deve prever a quantidade e a locação dos sensores de monitoramento ambiental, conforme descrito na NBR 13784. Deve ser elaborado um projeto que estabeleça uma ou mais áreas de abastecimento, que devem estar compreendidas em um raio mínimo de 6 m a partir da projeção de cada unidade abastecedora, conforme a figura abaixo.

Quando os limites das divisas do terreno ou das edificações estiverem a menos de 6 m da projeção das unidades abastecedoras, a área de abastecimento deve ser limitada pela divisa do terreno ou das edificações. Duas ou mais unidades abastecedoras podem estar compreendidas na mesma área de abastecimento. O projeto executivo deve apresentar a listagem completa e detalhada da quantidade e especificação dos componentes a serem instalados.

Os componentes listados devem ser classificados por tipo de projeto (hidráulico, elétrico, de drenagem ou contenção e de monitoramento). A seleção dos equipamentos e sistemas a serem aplicados no SASC deve estar em conformidade com os requisitos das NBR 13786 e NBR 15512. São considerados componentes do SASC o conjunto de tanques subterrâneos, o sistema de tubulação e os componentes e equipamentos interligados, fixos e instalados, previstos neste documento.

Somente devem ser instalados componentes novos e sem uso, sendo vedadas a utilização e a instalação de componentes usados, listados abaixo: dispositivo de descarga selada, conforme a NBR 15138; câmaras de contenção, conforme a NBR 15118 e NBR 17031; câmara de calçada da câmara de contenção, conforme a NBR 15118 e NBR 17031; tubulação não metálica (tubo e conexões), conforme a NBR 14722; flange de vedação (boot), conforme a NBR 15118 e NBR 17031; tanques subterrâneos, conforme a NBR 16161; tubulação metálica (tubo e conexões), conforme as NBR 5580 e NBR 6943; tubo metálico flexível, conforme a NBR 14867; válvula antitransbordamento, conforme a NBR 15005; válvula de boia flutuante, conforme a NBR 15015; caixa separadora de água e óleo, conforme NBR 14605 (todas as partes); válvula de retenção instalada em linha de sucção (check valve), conforme a NBR 15139; sensor de presença de líquidos, conforme a NBR 13784; válvula antiabalroamento; e válvula de pressão e vácuo do respiro.

A reinstalação destes componentes pode ser considerada mediante a recolocação do componente no mesmo local originalmente instalado, quando retirado para manutenção prevista em norma brasileira aplicável ou em procedimentos de ensaio de estanqueidade. Os componentes devem ser descarregados, inspecionados, recebidos e posteriormente armazenados de acordo com as instruções do fabricante.

Todos os componentes devem ser inspecionados no ato do recebimento, verificando-se a conformidade das especificações de acordo com os projetos, a listagem de materiais e o aspecto geral dos componentes. As inspeções e/ou ensaios devem ser efetuados tomando-se como base as normas brasileiras aplicáveis e, na ausência destas, as instruções do fabricante e os critérios de aceitabilidade.

Os componentes devem ser instalados em até 180 dias após o seu recebimento ou em prazo menor, conforme recomendação do fabricante. Após o vencimento desse prazo, o fabricante deve ser contatado. Se os componentes possuírem embalagem, eles devem ser mantidos nas embalagens originais até o momento da instalação.

Anteriormente aos procedimentos de instalação de quaisquer componentes, eles devem ser rigorosamente inspecionados, de forma a assegurar que estejam íntegros e em perfeitas condições, conforme as instruções do fabricante. A identificação de qualquer dano deve ser relatada ao fornecedor. Os componentes não podem ser instalados sem autorização do fabricante, devendo ser identificados e segregados dos demais componentes.

As instalações devem ser executadas, parcial ou totalmente, somente por empresa de engenharia, ou que possua profissional de engenharia responsável, devidamente registrada no órgão de classe, tendo como atividade-fim declarada nos documentos de sua constituição a realização de serviços de retirada e instalação de SASC, e certificada conforme a legislação vigente. Para mais informações sobre a atividade, ver a Portaria Inmetro 009:2011.

Todos os profissionais envolvidos no processo de execução das instalações devem possuir vínculo contratual com a empresa responsável contratada para a execução dos serviços. A instalação dos componentes deve seguir o projeto executivo, devendo qualquer alteração ser considerada no projeto como construído (as built). Todas as interligações de tubulações hidráulicas por montagem mecânica, do tipo rosca ou flange, montadas em campo, quando subterrâneas, devem estar contidas em câmaras de contenção.

O tanque de armazenamento deve ser instalado no interior da cava, diretamente no solo, sobre o leito da cava, sem qualquer tipo de proteção ou contenção que possa impermeabilizar a cava. Além desta norma, devem ser seguidas também as orientações de instalação fornecidas pelo fabricante do componente.

FONTE: Equipe Target

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