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Nem hard e nem soft: o mercado de trabalho no futuro precisará de human skills

A especialista em carreira, Patricia Y. Agopian explica que as competências humanas serão o grande diferencial de um profissional

Com o avanço das novas tecnologias, surge no mercado de trabalho a necessidade de profissionais cada vez mais preparados tecnicamente e emocionalmente. Mas, você deve estar se perguntando por que emocionalmente? Em um mundo cada vez mais digital, acelerado e automatizado, será de extrema importância que pessoas e organizações desenvolvam habilidades que são exclusivamente humanas. Por isso, tem se falado nas human skills, competências interpessoais fundamentais para se destacar no mercado de trabalho. Não à toa, o relatório Prioridades Principais da Gartner para TI: Visão de Liderança para 2021, mencionou que, para acompanhar a velocidade da transformação em tecnologia, ou seja, análises, IA e robótica, as organizações devem se concentrar mais nas competências do que em meros conjuntos de habilidades técnicas. A especialista em carreira, Patricia Y Agopian explica que as habilidades humanas são fundamentais na formação de bons líderes e na gestão de empresas.

 “Muita gente vai dizer que essas “habilidades Humanas” são parecidas com as softs kills, mas a grande diferença está na aplicabilidade delas e no entendimento para um cenário de evolução no ambiente de trabalho. Isso porque a inteligência artificial e as tecnologias associadas irão tranformar o mercado nos próximos anos. E algumas profissões tendem a desaparecer, e com isso, novos desafios surgirão. E é dentro deste cenário, que as competências humanas serão mais requisitadas que as técnicas”, explica a especialista.

 Que o papel do líder é desenvolver pessoas muita gente já sabe. Mas, Patricia ressalta que a liderança precisa desenvolver o comportamental do colaborador e não apenas a parte técnica. “O líder ensina a pensar, desafia, provoca interação entre áreas. Além disso, o profissional precisa ter a capacidade de se reiventar, o ser humano não gosta de mudança, mas precisará saber lidar com as transformações que já estão acontecendo.. Não importa quantas máquinas ou quanta tecnologia você tenha para fazer algo que é processual, o que vai fazer o negócio girar são as pessoas. O ser humano precisa de gente no seu entorno e desenvolver essas habilidades é necessário”, pontua.

 

Quando olhamos para os próximos cinco anos, o autogerenciamento, resiliência, tolerância ao estresse, pensamento crítico e capacidade de resolução de problemas estão no topo das prioridades segundo o Relatório “Futuro dos Empregos” do World Economic Forum, que mapeia os empregos e as habilidades do futuro. Mas, além dessas, há outras habilidades humanas essenciais para a construção de um ambiente de trabalho saudável, eficiente e produtivo.

Patricia destaca 5 habilidades essenciais:

1. Inteligência Emocional Corporativa – é uma das mais importantes, é saber lidar com sua emoção, “ler” o outro e saber falar de uma forma que o outro entenda e acalma a emoção do outro.

2. Dialeto Executivo – é a comunicação efetiva no ambiente corporativo e um bom profissional precisa ter a capacidade de expressar ideias de forma clara e concisa, ouvir ativamente e transmitir informações de maneira adequada em diferentes contextos e meios de comunicação.

3. Colaboração executiva – é a habilidade de trabalhar em equipe, compartilhar responsabilidades, resolver conflitos e alcançar objetivos em conjunto.

4. Visão Holística do negócio – ter um pensamento crítico e conseguir analisar informações e avaliar argumentos diversos.

5. Autoconsciência – se conhecer a ponto de conseguir compreender e gerenciar as próprias emoções e as emoções das pessoas com quem trabalha.

 “Para manter os colaboradores engajados e motivados em um cenário dominado por máquinas será cada vez mais importante líderes com human skils, pois são competências não reproduzidas pela tecnologia e vitais para as organizações. Gestores com essas habilidades são aqueles que conseguem negociar com seus funcionários, que ouvem as pessoas e suas necessidades, é aquele que acolhe e que engaja ao mesmo tempo, fazendo o negócio fluir. É possível desenvolver as human skills, mas para isso é necessário o autoconhecimento, tendo consciência de si, a pessoa consegue analisar seus pontos fortes e fracos e avançar no que precisa ser melhorado. Hábitos como: questionar suas próprias atitudes, reconhecer seus limites, ter a mente aberta para ouvir, analisar divergências, são maneiras de começar a desenvolver as competências humanas”, finaliza Patricia.

 

 

Sobre Patrícia Y. Agopian:

Patrícia é referência como especialista em formação de carreira executiva, alta performance e em aceleração da jornada profissional. Com mais de 20 anos de atuação no mundo corporativo, já teve passagem por grandes empresas, como C&A, Centauro e Etna. Hoje, como CEO e fundadora à frente da escola on-line Bússola Executiva, já formou mais de 2.600 alunos que almejam um cargo em uma cadeira executiva. Com MBA em Gestão de Negócios pelo Ibmec, atua como palestrante e mentora de executivos e profissionais em busca ou que ocupam cargos de liderança.

 

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