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O que esperar da segurança do trabalho em 2025?

Por Eros Viggiano, CEO e fundador da LogPyx*

A segurança do trabalho em 2025 será definida pela integração de tecnologias avançadas, como IoT, IA e wearables,  com práticas operacionais robustas, criando ambientes capazes de identificar riscos e emitir alertas em tempo real para evitar acidentes com produtos perigosos e movimentação de materiais pesados. Sensores inteligentes monitorarão zonas de risco, dispositivos vestíveis avaliarão sinais vitais e níveis de fadiga, e algoritmos preditivos anteciparão falhas antes que se tornem incidentes, resultando em operações mais seguras, colaborativas e resilientes.

Nesse contexto, dispositivos wearable, como smartwatches e coletes com sensores biométricos, já permitem monitorar em tempo real indicadores de saúde e fadiga dos trabalhadores, reduzindo em até 40% os incidentes por exaustão ou estresse físico. Além disso, câmeras com visão computacional e IA conseguem identificar comportamentos de risco — como a aproximação de pedestres a veículos em movimento, e disparar alertas automáticos para supervisores, contribuindo para uma resposta mais rápida e eficaz.

Outra inovação relevante são os exoskeletons, que elevam a ergonomia e auxiliam na manipulação de cargas pesadas, prevenindo lesões musculoesqueléticas comuns em ambientes industriais. Complementando esse ecossistema, sensores IoT instalados em pontos estratégicos do pátio e armazém monitoram obstáculos, acessos não autorizados e movimentos de máquinas, acionando sinalizações sonoras e visuais ao detectar aproximações perigosas.

A rastreabilidade também ganha força por meio de diferentes tipos de tags (RFID, RTLS), que permitem acompanhar em tempo real a posição de empilhadeiras e paleteiras dentro de zonas de até 150 metros, mesmo em locais com barreiras físicas. Estudos indicam que a adoção de IoT na indústria reduz em 30% o tempo de resposta a incidentes, aumentando significativamente a segurança operacional.

Paralelamente, entre o aumento do trabalho remoto e a expansão do uso de recursos digitais, a segurança cibernética se tornou uma preocupação crítica para as empresas. Em 2023, 59% das organizações brasileiras relataram incidentes cibernéticos, conforme aponta a última edição do Índice Global de Proteção de Dados, o que reforça a urgência de investimentos em cibersegurança. Treinamentos adequados aumentam a conscientização dos funcionários e reduzem as vulnerabilidades humanas, que ainda são os maiores vetores de risco digital.

Os próprios dispositivos vestíveis têm evoluído para além do monitoramento fisiológico, emitindo vibrações e alertas sonoros quando trabalhadores invadem zonas de risco e permitindo comunicação bidirecional com supervisores. A função “pânico”, presente em muitos desses equipamentos, possibilita chamadas de socorro imediatas com a localização exata do colaborador, um recurso essencial em situações críticas. Empresas que implantaram wearables relatam redução de 35% nos acidentes graves e maior satisfação dos funcionários com a sensação de segurança no ambiente de trabalho.

A combinação entre IoT, IA e wearables está consolidando um sistema de segurança operacional verdadeiramente integrado. Sensores de ambiente, como temperatura, umidade e gases, detectam condições perigosas antes que ameacem a saúde dos trabalhadores. Controladores de acesso inteligentes bloqueiam a entrada não autorizada em áreas críticas, enquanto sistemas analíticos consolidam todos os dados coletados para gerar relatórios e insights estratégicos. O resultado é um pátio ou armazém que funciona de forma preditiva, em vez de reativa, promovendo uma cultura de segurança baseada em prevenção constante.

Assim, a segurança do trabalho em 2025 será marcada por prevenção em tempo real e resposta automatizada, sustentada por tecnologias de ponta. Empresas que integrarem sensores IoT, IA preditiva e wearables em suas operações alcançarão níveis inéditos de segurança e eficiência, evitando acidentes com materiais pesados e produtos perigosos, salvando vidas e reduzindo custos com incidentes e paralisações. Em um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo, a adoção dessas soluções não é apenas um diferencial, é uma exigência estratégica para proteger pessoas e garantir a continuidade dos negócios.

*Eros Viggiano é CEO e fundador da LogPyx. É mestre em administração e cientista da computação.

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