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Maio Laranja traz à tona os riscos invisíveis da violência digital contra crianças e adolescentes

Com o avanço da violência online, especialistas alertam: proteger crianças e adolescentes no ambiente digital é parte essencial da prevenção ao abuso

Maio é o mês da campanha nacional de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Tradicionalmente associada à violência física, a pauta vem ganhando novos contornos com a presença massiva de crianças e adolescentes no ambiente digital. E o alerta é claro: o abuso também acontece pelas telas — e muitas vezes começa ali.

Conversas aparentemente inofensivas em jogos online, redes sociais e aplicativos de mensagem têm sido cada vez mais usadas como porta de entrada para o aliciamento virtual, o envio de conteúdo impróprio e até ameaças emocionais disfarçadas de afeto. De acordo com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, mais de 80% dos casos de exploração sexual reportados pelo Disque 100 envolvem vítimas entre 10 e 17 anos, e o ambiente digital já aparece como canal inicial em boa parte dos relatos.

“A violência sexual de hoje muitas vezes começa no WhatsApp, no chat de um jogo ou em uma troca de mensagens com desconhecidos que se passam por amigos. E ainda há muito desconhecimento sobre isso dentro das famílias”, afirma o advogado Bruno Ferola, especialista em direito digital.

Segundo Ferola, é fundamental que os pais estejam atentos a sinais de alerta, como mudanças bruscas de humor, isolamento social, queda no rendimento escolar, uso excessivo de dispositivos com reações negativas e tentativas frequentes de esconder o que fazem online ou com quem conversam. Mais do que identificar comportamentos suspeitos, ele reforça que o diálogo dentro de casa é a primeira e mais poderosa ferramenta de proteção.

“A gente ensina a criança a atravessar a rua, mas muitas vezes não ensina a se proteger na internet. Isso precisa mudar”, afirma o advogado.

Com base nesse cenário, ele idealizou o projeto “E meu lado como fica?”, uma iniciativa que reúne conteúdos educativos e jurídicos acessíveis para ajudar

pais, mães e educadores a entenderem os riscos digitais e agirem de forma preventiva.

Sobre o projeto “E meu lado como fica?”:

O projeto atua na interseção entre direito, comportamento e prevenção digital. Com uma linguagem acessível e abordagem educativa, propõe ações práticas para proteger emocionalmente e juridicamente crianças, adolescentes e também suas famílias no ambiente digital. A proposta é ajudar famílias a transformar a preocupação em atitudes práticas, fortalecendo o diálogo e a segurança digital dentro de casa.

 

Serviços:

E meu lado como fica?

@eomeuladocomofica

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