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Coletes balísticos: por que mulheres precisam de atenção extra

Diferenças de silhueta exigem soluções que contornem melhor o corpo, reduzam pontos de pressão e garantam proteção efetiva sem comprometer o conforto

São Paulo, SP, 24 de junho de 2025 –  A evolução dos coletes balísticos não se resume à leveza e à proteção contra projéteis. Em campo, especialmente sob altas temperaturas e longas jornadas, o conforto e a mobilidade tornam-se aspectos cruciais para a segurança, ainda mais quando as mulheres são as usuárias finais. Para elas, a busca por ergonomia é, muitas vezes, uma questão de proteção vital.

 

Projetada para oferecer resistência sem comprometer a flexibilidade, a fibra de copolímero de aramida Kevlar® EXO™, da DuPont, representa um avanço nesse cenário. Com potencial de reduzir em até 25% o peso de coletes tradicionais, a tecnologia se destaca por moldar-se com mais facilidade à silhueta humana, especialmente à feminina, sem depender de bojos rígidos ou moldes termoformados que limitam a mobilidade e podem causar desconforto.

 

“A performance balística não depende apenas do material usado, mas também da forma como o colete se ajusta ao corpo. Se ele estiver folgado, a área com folga pode resultar em um trauma mais severo, com risco de hemorragia interna ou até perfuração, mesmo em disparos que seriam tecnicamente contidos”, explica Marcelo Fonseca, líder do Negócio de Defesa da DuPont para a América Latina.

A questão se torna ainda mais delicada quando se consideram regiões com anatomia mais complexa, como o tórax feminino. “Se a usuária recebe um disparo em uma área com mais contornos, como os seios, e o colete não estiver bem ajustado, o risco é significativamente maior”, afirma o profissional.

Ergonomia e testes quantitativos

Em parceria exclusiva com o laboratório alemão Hohenstein, especializado em biomecânica e equipamentos esportivos de alta performance, foram desenvolvidas metodologias de testes quantitativos que replicam situações comuns da rotina profissional, como agachar, se curvar ou amarrar o coturno, medindo com precisão o quanto o colete limita os movimentos ou exerce pressão em áreas sensíveis, como pescoço, ombros e costelas. Essa resistência ao movimento está diretamente relacionada à propensão à exaustão ao qual estará exposto o seu usuário.

 

“Os métodos convencionais de avaliação geralmente são qualitativos, como testes às cegas com usuários em pistas de pentatlo ou com outros tipos de obstáculos. Embora úteis, esses ensaios podem ser afetados por variáveis como calor extremo, cansaço ou até o humor dos participantes. Por isso, adotamos metodologias que geram dados concretos, com escaneamentos e análises biomecânicas: coletes mais flexíveis são mais ergonômicos e permitem o usuário focar integralmente no cumprimento de sua missão, sem preocupações com perda de traquejo e destreza”, destaca Fonseca.

 

A robustez e rusticidade do Kevlar® EXO™ se compara ao do Kevlar®, conferindo aos coletes produzidos por quaisquer destas fibras uma ampla estabilidade térmica, o que as destaca positivamente frente às fibras de polietileno balístico.

 

“Ao longo de inúmeras jornadas de exposição e estocagem de coletes balísticos em ambientes de alta temperatura, submetidos a esforços mecânicos no decorrer de sua vida útil, aqueles coletes produzidos por Kevlar® EXO™ ou Kevlar® sempre apresentarão muito maior estabilidade de desempenho, condição inata atrelada a sua formulação química. O Kevlar® EXO™ sempre mantém a integridade mesmo nessas condições extremas. Sob tais condições limítrofes mas típicas em um país continental, como o Brasil, fibras menos robustas, apreciadas por permitirem redução de peso apenas, já iniciarão processos de degradação”, afirma Marcelo Fonseca.

 

Reciclagem

Outro ponto relevante está na possibilidade de reciclagem do Kevlar® EXO™, o que contribui para a redução do impacto ambiental e reforça o compromisso com a economia circular. “Essa característica diferencia o material em relação a outras opções disponíveis no mercado. Já vínhamos observando o reaproveitamento das fibras Kevlar® em setores como o de transporte, onde são utilizadas em itens como pneus, pastilhas de freio e outros componentes automotivos”, explica Fonseca.

Segundo o profissional, há avanços também no reaproveitamento de estruturas resinadas. “Agora contamos com parceiros que desenvolveram tecnologias específicas para separar e recuperar as fibras mesmo quando combinadas com resinas flexíveis, o que amplia ainda mais as possibilidades de reaplicação do material”, diz o especialista.

 

Sobre a DuPont

A DuPont (NYSE: DD) é líder global em inovação com materiais e soluções baseados em tecnologia que ajudam a transformar as indústrias e a vida cotidiana. Nossos funcionários aplicam ciência e experiência diversificada para ajudar os clientes a desenvolver suas melhores ideias e fornecer inovações essenciais nos principais mercados, incluindo eletrônicos, transporte, construção, água, saúde e segurança do trabalhador. Mais informações sobre a empresa, seus negócios e soluções podem ser encontradas no site. Os investidores podem acessar as informações incluídas na seção Relações com Investidores.

 

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