Cresce uso de drones no Brasil e aumenta risco à segurança nacional
A venda de drones no Brasil saltou de 27 mil para mais de 90 mil unidades nos últimos três anos – um aumento superior a 230%, segundo a ANAC. Embora represente avanços tecnológicos e novas oportunidades comerciais, esse crescimento também ampliou os riscos à segurança aérea e nacional. Recentemente, dois incidentes no Aeroporto Internacional de Guarulhos levaram à suspensão temporária de voos após a detecção de drones não identificados no espaço aéreo, expondo a vulnerabilidade das operações. Além da aviação, usinas, empresas do setor elétrico e forças de segurança demonstram preocupação com o uso crescente desses equipamentos para espionagem, transporte ilegal de cargas e possíveis atos de sabotagem, ameaçando a continuidade operacional e a infraestrutura crítica do país.
Casos internacionais como o ocorrido no Aeroporto de Gatwick, no Reino Unido, em 2018, quando drones causaram a paralisação dos voos por vários dias, e os ataques a instalações petrolíferas na Arábia Saudita em 2019, demonstram o impacto que esses pequenos dispositivos podem causar em infraestrutura estratégica. No Brasil, ainda há o problema do uso de drones para contrabando em presídios, um desafio que reforça a dificuldade dos sistemas tradicionais em detectar equipamentos cada vez menores, rápidos e operados de forma improvisada.
Diante desse cenário complexo, Hen Harel, especialista em segurança estratégica e CEO da Ôguen, destaca que “as chamadas armas anti drone que costumamos ver na mídia são extremamente limitadas na prática. Só uma abordagem integrada, com análise de espectro, radares com inteligência artificial e sistemas de bloqueio, garante detecção e neutralização eficaz de qualquer tipo de drone, mesmo os mais pequenos e velozes.”



