A reinvenção da TV aberta na era do streaming e das redes sociais
A apresentadora Fernanda Comora analisa como a televisão busca manter relevância em meio às transformações do consumo digital

A forma como o público consome informação e entretenimento mudou radicalmente nos últimos anos. Com a ascensão do streaming e a força das redes sociais, a TV aberta, que por décadas foi a principal fonte de conteúdo para os brasileiros, precisou se reinventar. O desafio atual é encontrar um equilíbrio entre a tradição de falar para milhões de pessoas ao mesmo tempo e a lógica digital, cada vez mais segmentada e imediatista.

Fernanda Comora, que construiu sua trajetória na televisão, observa de perto essas transformações. Para ela, a TV aberta ainda mantém uma força única, mas precisa dialogar com o público em novas linguagens. “A televisão continua sendo um espaço de credibilidade e de alcance popular, mas hoje ela precisa estar conectada ao digital. O público não apenas assiste, ele interage, comenta e até influencia os rumos do conteúdo”, explica.
Esse movimento já pode ser visto em grandes transmissões jornalísticas e de entretenimento, em que a cobertura televisiva se estende para as redes sociais, gerando repercussão instantânea. Lives, bastidores compartilhados no Instagram e hashtags no X (antigo Twitter) são exemplos de como a TV deixou de ser um canal isolado para se transformar em um ecossistema híbrido.
Para Fernanda, o futuro está na convergência. “Não existe mais fronteira rígida entre TV, streaming e redes sociais. Quem trabalha com comunicação precisa entender que o público transita entre essas plataformas e espera autenticidade em todas elas”, afirma. Essa integração, segundo ela, não enfraquece a TV aberta, mas amplia sua relevância, desde que saiba dialogar com as novas formas de consumo.



