Como prevenir fraudes e furtos internos no fim de ano sem criar clima de desconfiança
Hailton Santos*
O final do ano chegou! Começamos o último bimestre de 2025 com muitas expectativas. Afinal, o fim do ano é um dos períodos mais importantes para o varejo por conta das boas vendas. Mas fica um alerta: o período é também um dos mais sensíveis na temporada. Com o aumento do fluxo de clientes, o volume de produtos e o reforço temporário das equipes, é justamente nessa época que os casos de furtos e fraudes internas tendem a crescer.
A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com SPC Brasil, aponta que para o fim de 2025 o cenário será de cerca de 118 mil vagas no varejo e serviços, sendo que 50% das empresas que pretendem contratar optarão por trabalhadores temporários. São milhares de contratações temporárias, que trazem dinamismo e energia, mas também exigem atenção especial à integração e à cultura da empresa.
Nesse cenário, a equação é simples: mais pessoas circulando, mais processos simultâneos e, muitas vezes, menos controle e integração entre áreas. O resultado pode ser uma combinação perigosa entre oportunidade e vulnerabilidade.
Mas como reforçar a segurança sem transformar o ambiente de trabalho em um espaço de desconfiança? Essa é a pergunta que líderes e gestores de recursos humanos precisam responder de forma equilibrada — com políticas claras, comunicação transparente e uso inteligente da tecnologia.
A chegada de novos colaboradores, especialmente em curto prazo, pode gerar lacunas de informação sobre políticas internas, valores e boas práticas. Sem um processo estruturado de onboarding, o risco de erros — intencionais ou não — aumenta significativamente.
Por outro lado, criar um ambiente de vigilância excessiva e cobrança constante pode ter efeito oposto: reduz o engajamento, prejudica o clima organizacional e passa uma mensagem de desconfiança generalizada. O equilíbrio, portanto, está em prevenir com inteligência e comunicar com empatia.
Antes de qualquer medida técnica ou operacional, a primeira barreira contra fraudes internas é a cultura corporativa. Quando a empresa valoriza a ética, a transparência e a responsabilidade em todos os níveis, ela naturalmente desencoraja comportamentos inadequados. Isso começa com pequenas ações: reforçar constantemente o propósito e os valores da organização, promover treinamentos sobre conduta e integridade, criar canais de comunicação seguros e acessíveis para denúncias ou dúvidas e estimular líderes a serem exemplos — e não apenas fiscais.
A cultura é o pilar principal, mas a tecnologia é uma grande aliada para transformar prevenção em rotina operacional. Hoje, o varejo conta com recursos que aumentam a segurança sem interferir na experiência dos colaboradores. Entre eles sistemas integrados de monitoramento no ponto de venda, capazes de identificar inconsistências e alertas automáticos, cofres inteligentes para dar segurança e mais eficiência na gestão de numerário e circuito fechado de câmeras que acompanham as movimentações de toda a loja.
Prevenir fraudes e furtos internos não é apenas uma questão de controle, mas de construção de confiança. Quando cultura, processos e tecnologia caminham juntos, a segurança se torna parte do DNA da empresa — e não um obstáculo ao trabalho. Assim, o fim de ano pode, sim, ser um período de oportunidades e crescimento, com prevenção inteligente, comunicação transparente e liderança humanizada.
*É diretor Comercial da Sesami
SOBRE A SESAMI (https://www.sesami.io/)
A Sesami Cash Management Technologies Corp. é uma empresa criada a partir da união da sueca Gunnebo Cash Management, das norte-americanas Tidel e ARCA e a alemã Planfocus. Com capacidade para atendimento global, a Sesami, que integra o grupo canadense GardaWorld Security Corp., é uma plataforma aberta, integrada e sofisticada de business intelligence (BI) que oferece serviços personalizáveis, incluindo software, dispositivos inteligentes e serviços gerenciados para ecossistemas de caixa de ponta a ponta e operações de automação de PDV.



