A ABRESST alerta para o impacto do estresse térmico no trabalho e apoia soluções para empresas e trabalhadores enfrentarem as mudanças climáticas
Segundo a OIT, 70% dos trabalhadores no mundo estão expostos a condições de trabalho prejudiciais devido às mudanças climáticas, que provocam anualmente cerca de 23 milhões de lesões ocupacionais e impactos econômicos surpreendentes
A Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança do Trabalho (ABRESST) reforça a urgência de medidas para proteger trabalhadores do impacto do estresse térmico no ambiente laboral, exacerbado pelas mudanças climáticas e calor extremo.
Com o Brasil enfrentando em 2024 um ano de temperaturas recordes, é urgente a adoção de medidas concretas para combater esses riscos e preservar a saúde e a segurança no trabalho.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 70% dos trabalhadores no mundo estão expostos a condições de trabalho prejudiciais devido às mudanças climáticas, com o estresse térmico liderando os impactos.
O calor excessivo provoca problemas graves, como desidratação, exaustão e até adoecimentos crônicos. Como consequência, ocorrem anualmente cerca de 23 milhões de lesões ocupacionais, conforme aponta a OIT, com um custo humano significativo, impactando cerca de 19 mil vidas anualmente.
Para o médico, gestor em saúde e presidente da ABRESST, Dr. Ricardo Pacheco, esses fatores prejudicam não só a saúde do trabalhador, mas também a produtividade das empresas e o País. “O impacto econômico é notável, atingindo até 1,5% do PIB nacional devido às lesões e problemas de saúde causados pelo estresse térmico. Esses dados ressaltam a importância de agir de forma preventiva. Proteger a saúde dos trabalhadores é uma responsabilidade social e uma necessidade econômica. A ABRESST está comprometida em auxiliar as empresas a desenvolverem políticas e medidas de prevenção eficazes,” salienta.
Calor extremo e riscos ocupacionais
O Brasil tem registrado temperaturas recordes, com calor extremo se prolongando desde 2023.
“Estamos vivendo um ano atípico, com um calor sem precedentes. Esse padrão traz graves implicações para trabalhadores que atuam em ambientes abertos ou mal ventilados, como lavradores e operários da construção civil,” observa Dr. Ricardo Pacheco.
“O estresse térmico afeta principalmente esses profissionais, que enfrentam riscos diários e desafiadores. A exposição prolongada ao calor pode levar a sérias complicações de saúde, como desidratação extrema, exaustão e doenças renais crônicas, como alertam estudos da OIT que indicam que mais de 26,2 milhões de trabalhadores em todo o mundo sofrem de doenças renais associadas ao estresse térmico, uma condição que afeta diretamente a qualidade de vida e a segurança desses profissionais”, adverte o presidente da ABRESST.
Consequências financeiras das mudanças climáticas para empresas
As mudanças climáticas trazem não só desafios operacionais e estruturais para as empresas, mas também impactos financeiros expressivos devido ao aumento no número de trabalhadores doentes e afastados. “O aumento no número de afastamentos e internações eleva o custo com saúde ocupacional, pois as empresas precisam investir em medidas para garantir o bem-estar dos trabalhadores,” comenta o Dr. Ricardo Pacheco.
A ausência frequente de trabalhadores impacta diretamente a produtividade, além de elevar os custos com benefícios como o auxílio-doença e os gastos indiretos relacionados à contratação e treinamento de novos trabalhadores. “O impacto do clima na saúde dos colaboradores reflete-se não apenas em afastamentos, mas em um aumento expressivo dos custos com o turnover, afetando a continuidade dos projetos,” ressalta Dr. Pacheco.
Para agravar a situação, as empresas enfrentam ainda o risco de ações trabalhistas e indenizações quando as condições de trabalho não atendem às necessidades de saúde impostas pelas mudanças climáticas. Isso pode incluir desde processos por ambientes inadequados até custos associados à adaptação de locais de trabalho para torná-los mais seguros. “A conscientização e a implementação de políticas preventivas são essenciais para a sustentabilidade financeira das empresas, que devem investir na proteção de seus trabalhadores para evitar custos ainda maiores no futuro,” conclui Dr. Pacheco.
Políticas de SST como estratégia preventiva nas empresas
A criação de políticas de SST voltadas ao estresse térmico é um dos principais caminhos para prevenir lesões e problemas de saúde causados pelo calor.
A ABRESST incentiva empresas a adotarem políticas de descanso, hidratação e treinamento para que os trabalhadores estejam preparados para lidar com situações de calor extremo. Essas medidas, quando integradas ao ambiente de trabalho, ajudam a reduzir significativamente os riscos.
Para o presidente da entidade, é fundamental que sejam realizados investimentos em infraestrutura para um ambiente de trabalho mais seguro. “A infraestrutura das empresas precisa ser adequada para minimizar os efeitos do calor excessivo. Desde ventilação até espaços de descanso climatizados, é essencial que as empresas ofereçam um ambiente seguro para seus trabalhadores. Essas mudanças estruturais, embora demandem investimento, trazem benefícios que superam os custos ao evitar afastamentos e doenças,” comenta o médico.
O gestor lembra que, para atividades ao ar livre, o estresse térmico é ainda mais perigoso. “Recomendamos o uso de equipamentos de proteção e pausas frequentes, especialmente em áreas agrícolas e construção civil. A saúde desses profissionais não pode ser negligenciada; proteger sua segurança é essencial para a produtividade e a sustentabilidade desses setores,” enfatiza Dr. Ricardo Pacheco.
Promover a educação e conscientização para um ambiente de trabalho seguro
A ABRESST tem focado parte dos seus esforços na conscientização sobre os malefícios do estresse térmico. “Acreditamos ser imperativo educar os trabalhadores sobre os sinais de exaustão e desidratação, preparando-os para lidar com o calor excessivo. Essa abordagem preventiva é uma maneira de proteger a saúde e garantir que eles possam trabalhar com segurança. Implementar políticas de descanso e fornecer água fresca são medidas básicas, mas que fazem grande diferença para a saúde e bem-estar dos trabalhadores. Esses cuidados, além de simples, são extremamente eficazes para minimizar riscos,” explica.
O médico destaca ainda o papel dos equipamentos de proteção para trabalhadores expostos ao calor e a importância das empresas adaptarem suas operações para o clima atual. “Os EPIs como vestimentas e capacetes são fundamentais para quem trabalha sob sol ou em ambientes quentes, mas, independente dos equipamentos de proteção, é preciso que as empresas comecem a adaptar suas operações para as alterações climáticas que vieram para ficar, como planejar horários de trabalho que evitem os picos de calor, adaptar tarefas para horários mais frescos e proporcionar um ambiente de trabalho ventilado são algumas das ações que recomendamos para manter a segurança e saúde dos trabalhadores”, ressalta o presidente.
Compromisso ABRESST com a segurança e a saúde no ambiente de trabalho
A ABRESST reafirma seu compromisso em apoiar as empresas brasileiras na promoção de ambientes de trabalho seguros e adaptados ao novo cenário climático.
Com um suporte eficiente e informações estratégicas sobre SST, a entidade está na linha de frente para proteger a saúde dos trabalhadores e garantir que as empresas estejam preparadas para enfrentar os desafios impostos pelo calor extremo.
“Oferecemos orientação para que as empresas desenvolvam políticas de SST voltadas ao estresse térmico, desde a adaptação de ambientes de trabalho até o uso de equipamentos e vestimentas adequadas. A saúde do trabalhador é uma prioridade que precisa estar presente na estratégia de qualquer empresa,” completa Dr. Ricardo Pacheco, que também preside a empresa Oncare Saúde.
Sobre a ABRESST
A Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho é uma entidade civil, de caráter profissional e sem fins lucrativos, com atuação em todo território nacional. É uma entidade que desde 1998 reúne e representa as empresas do setor, evidenciando para a sociedade os esforços que seus associados têm feito para melhorar a qualidade de vida do trabalhador brasileiro.
Reunindo empresas da área de saúde e segurança no trabalho e criando normas e métodos de qualificação dos serviços da categoria, a ABRESST defende legalmente os interesses de seus associados, representando todos com muito empenho e dedicação.
A ABRESST é presidida pelo médico Dr. Ricardo Pacheco, CRM-SP 87570 I RQE 22.683.


