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Geração Z impõe nova lógica ao mercado de trabalho e cobra ambientes emocionalmente seguros

Critérios de contratação mudam com avanço de profissionais que priorizam bem-estar psicológico, transparência e propósito

A saúde mental ganhou peso definitivo nas decisões profissionais da Geração Z e passou a pressionar empresas a rever práticas de liderança, cultura organizacional e políticas internas. Levantamento global da Deloitte divulgado em 2025 mostra que o bem-estar psicológico está entre as principais prioridades dessa geração no ambiente de trabalho, enquanto uma parcela relevante afirma que o emprego contribui diretamente para níveis elevados de estresse. Nesse contexto, empresas que tratam a pauta como secundária começam a perder competitividade na disputa por talentos.

 

Para Jéssica Palin Martins, psicóloga, advogada, especialista em saúde mental corporativa e fundadora da IntegraMente, a mudança não representa uma tendência passageira, mas uma transformação estrutural na relação entre empresas e profissionais mais jovens. “A Geração Z não separa desempenho de saúde emocional. Se o ambiente gera insegurança psicológica, falta de escuta ou incoerência entre discurso e prática, a desconexão acontece rapidamente”, afirma.

A discussão ganhou ainda mais relevância após mudanças regulatórias recentes. A Lei nº 14.831/2024 instituiu o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, criando critérios para reconhecer organizações com políticas estruturadas de promoção do bem-estar emocional. Em paralelo, a Portaria nº 1.419/2024 do Ministério do Trabalho atualizou a NR-1 e reforçou a necessidade de gestão de riscos psicossociais no ambiente corporativo.

Saúde emocional entra no centro da gestão

A entrada mais intensa da Geração Z no mercado coincide com uma mudança prática na forma como as empresas precisam pensar na retenção. Benefícios tradicionais continuam relevantes, mas deixaram de ser suficientes diante de demandas ligadas a propósito, equilíbrio emocional, transparência e relações de trabalho mais saudáveis.

Segundo Jéssica, muitos desligamentos silenciosos começam antes do pedido formal de demissão. “A empresa percebe queda de produtividade, afastamento emocional e desengajamento, mas muitas vezes interpreta isso como falta de comprometimento, quando o problema está na cultura interna ou na forma de liderança.”

A especialista afirma que ambientes emocionalmente seguros não significam ausência de cobrança, mas estruturas em que profissionais consigam se posicionar, errar, pedir ajuda e participar sem medo de retaliação. “Segurança psicológica não reduz performance. Pelo contrário. Equipes que se sentem seguras tendem a colaborar melhor, inovar mais e permanecer por mais tempo.”

Pressão geracional acelera revisão das lideranças

A chegada dessa nova geração também expõe fragilidades em modelos hierárquicos tradicionais. Lideranças autoritárias, comunicação inconsistente e falta de clareza sobre expectativas tendem a gerar rejeição mais rápida entre jovens profissionais.

Para Jéssica, a resposta empresarial precisa ir além de campanhas internas de bem-estar. “Não adianta criar ações pontuais se o cotidiano continua emocionalmente hostil. O cuidado precisa estar incorporado à gestão, às lideranças e aos processos de tomada de decisão.”

Ela observa que empresas mais preparadas já passaram a investir em diagnósticos organizacionais, mapeamento psicossocial e desenvolvimento de gestores com foco em comunicação e inteligência emocional.

Competitividade também passa pela reputação empregadora

A percepção externa sobre como uma empresa trata seus colaboradores passou a influenciar diretamente sua capacidade de atrair talentos. “Essa geração pesquisa cultura, acompanha reputação e observa coerência. O discurso institucional precisa corresponder à experiência real de quem trabalha ali. Quando isso não acontece, a perda não é apenas de talentos, mas de credibilidade”, afirma Jéssica.

Para empresas brasileiras, a discussão sobre saúde mental deixa de ocupar espaço periférico no RH e passa a integrar estratégia de negócios, especialmente em um momento em que retenção, produtividade e reputação caminham de forma cada vez mais conectada.

Sobre Jéssica Palin

Jéssica Palin Martins é advogada, psicóloga e especialista em saúde mental no ambiente corporativo, graduada em Direito pela Universidade Paulista (UNIP) e em Psicologia pelo Centro Universitário do Norte Paulista (UNORP), mestre em Direito pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET) e especialista em Intervenção Familiar Sistêmica pela pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, FAMERP .

Fundadora da IntegraMente, desenvolveu uma metodologia que combina testes psicológicos validados com planos de ação estratégicos para lideranças e RHs. Sua atuação tem como foco no gerenciamento de riscos ocupacionais deve abranger os riscos que decorrem dos agentes físicos, químicos, biológicos, riscos de acidentes e riscos relacionados aos fatores ergonômicos, incluindo os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho.

Seu trabalho ganhou relevância especialmente após a publicação da Lei 14.831/2024, que instituiu o Certificado de Empresa Promotora da Saúde Mental. A norma, já aprovada e aguardando regulamentação, estabelece critérios claros para a promoção da saúde emocional no trabalho.

Paralelamente, a Portaria nº 1.419 do Ministério do Trabalho e Emprego, publicada em 27 de agosto de 2024 (DOU de 28 28/08/2024 – Seção 1),  que aprova a nova redação do capítulo “1.5 Gerenciamento de Riscos Ocupacionais” e altera o “Anexo I – Termos e definições” da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) que incluiu oficialmente os fatores psicossociais como riscos ocupacionais, reforçando a necessidade de estratégias corporativas de prevenção.

Contato e redes oficiais: Instagram @jessicapalinmartins e  Linkedin

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Sobre a Palin & Martins

Fundada em São José do Rio Preto (SP), a Palin & Martins é uma consultoria especializada em gestão tributária para o agronegócio, com atuação em todo o território nacional. A empresa é referência na recuperação de créditos de ICMS, conformidade fiscal e reestruturação estratégica, com foco em produtores rurais, empresas do agro e exportadores.

Sob a liderança de Altair Heitor, contador e psicólogo com mais de 22 anos de experiência, e da advogada e psicóloga Jéssica Palin Martins, a consultoria já movimentou mais de R$ 668 milhões em créditos tributários para seus clientes.

Reconhecida por aliar precisão técnica, inteligência de dados e abordagem humanizada, a Palin & Martins atua diretamente na conversão de tributos em ativos financeiros legítimos. Além disso, oferece mentorias e treinamentos voltados à capacitação de empresários e profissionais do setor. Acesse palinemartins.com.br

 

Fontes de pesquisa

Deloitte (Gen Z and Millennial Survey 2025) 

https://www.deloitte.com/global/en/issues/work/genz-millennial-survey.html

Deloitte Brasil 

https://www.deloitte.com/br/pt/issues/work/genz-millennial-survey.html?utm_source=chatgpt.com

Lei nº 14.831/2024  

https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14831.htm

Portaria nº 1.419/2024 

https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/seguranca-e-saude-no-trabalho/sst-portarias/2024/portaria-mte-no-1-419-nr-01-gro-nova-redacao.pdf?utm_source=chatgpt.com

 

 

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