Capacete é tudo igual? Brasil registrou 3,4 mil acidentes de trabalho com o crânio atingido em 2024
Checklist reúne pontos como risco da atividade, certificação, procedência e compatibilidade que devem ser observados antes da escolha de equipamentos de proteção
O Brasil registrou 3.401 acidentes de trabalho em que o crânio, incluindo o encéfalo, foi apontado como parte do corpo atingido em 2024, segundo dados do Anuário Estatístico da Previdência Social (AEPS). Desse total, 2.122 foram acidentes típicos, 1.188 ocorreram no trajeto e 91 foram classificados como doenças do trabalho.
O número chama atenção para um ponto básico da segurança ocupacional: a escolha do Equipamento de Proteção Individual (EPI). Apesar de preço e disponibilidade fazerem parte da decisão de compra, capacetes e outros equipamentos não devem ser tratados como produtos genéricos, já que atividades e riscos diferentes podem exigir características distintas.
“Quando falamos de proteção craniana, estamos protegendo uma das regiões mais sensíveis e complexas do corpo. Por isso, a escolha de um capacete não pode ser baseada apenas em preço ou aparência. É preciso entender o risco da atividade, as características do ambiente e verificar se aquele equipamento é adequado à aplicação”, explica Cauê Maineti, diretor de novos negócios da UMP, fabricante nacional e especialista em produtos para a proteção da cabeça
No próprio segmento de proteção craniana existem diferenças importantes. Há capacetes destinados a atividades que envolvem risco elétrico, modelos ventilados indicados para aplicações sem risco elétrico e opções com características específicas para proporcionar maior estabilidade em trabalhos em altura, por exemplo.
Antes de escolher um EPI, Maineti recomenda observar alguns pontos:
- Qual é o risco da atividade? Impacto, eletricidade, partículas, ruído e trabalho em altura são alguns dos fatores que podem alterar a necessidade de proteção.
- Qual atividade será realizada? Equipamentos da mesma categoria podem possuir características e aplicações diferentes.
- O produto possui as certificações aplicáveis? A regularidade e as certificações correspondentes à categoria devem ser verificadas.
- Qual é a procedência? Conhecer o fabricante, seu histórico e as informações técnicas disponíveis ajuda a embasar a escolha.
- Como será a rotina de uso? Tempo de utilização, temperatura, ambiente, conforto e necessidade de estabilidade devem entrar na análise.
- Será preciso combinar proteções? Quando diferentes EPIs são utilizados simultaneamente, é importante verificar a compatibilidade entre eles.
- Há suporte e reposição? A disponibilidade de componentes, acessórios e atendimento após a aquisição também deve ser considerada.
- Qual é o custo-benefício? O preço deve ser analisado junto à aplicação, características técnicas, suporte e continuidade de fornecimento.
“Duas empresas podem procurar exatamente o mesmo tipo de EPI e precisar de soluções diferentes porque suas operações apresentam riscos distintos. A primeira pergunta não deveria ser ‘qual produto comprar?’, mas ‘qual risco precisamos reduzir e qual proteção é adequada para essa atividade?’”, destaca Maineti.
Proteções também precisam funcionar em conjunto
A análise ganha outra camada quando o trabalhador precisa utilizar mais de um EPI. Dependendo da atividade, capacete, proteção facial e auditiva podem ser necessários simultaneamente. Nesses casos, além de avaliar cada item, é importante observar a compatibilidade entre os equipamentos.
A UMP possui, por exemplo, soluções desenvolvidas para integrar proteção craniana, facial e auditiva, além de kits que combinam diferentes equipamentos.
“Preço é uma variável importante, mas segurança exige uma análise mais ampla. Procedência, certificação, aplicação e compatibilidade também precisam fazer parte da decisão. Quando falamos de EPI, escolher corretamente significa entender primeiro o trabalhador e o risco ao qual ele está exposto”, conclui Maineti.
Sobre a UMP
Há quase 30 anos no mercado, a UMP atua no desenvolvimento de equipamentos de proteção individual, com especialização de proteção craniana, facial e auditiva, além de acessórios e sistemas integrados. A empresa investe em engenharia, testes e qualidade com o propósito de proteger vidas.


