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Brasil registrou 2,4 mil incêndios em 2025: cultura de prevenção ainda é desafio

Projetos de proteção contra incêndio precisam ir além do cumprimento das normas e contribuir para preservar vidas, proteger o patrimônio e garantir a continuidade das operações

Os incêndios em edificações continuam sendo uma preocupação crescente no Brasil. Um levantamento do Instituto Sprinkler Brasil (ISB) contabilizou mais de 2,4 mil ocorrências de incêndios estruturais noticiadas pela imprensa ao longo de 2025, alta de 2% em relação ao ano anterior. O próprio instituto estima que esses registros representam menos de 3% dos casos reais atendidos pelo Corpo de Bombeiro, evidenciando um cenário que exige maior atenção das empresas à prevenção. Entre os locais com maior número de ocorrências estão estabelecimentos comerciais, locais de reunião de público e depósitos.

Os dados do ISB também mostram que muitos desses casos poderiam ser evitados, já que as principais causas de incêndios estruturais são instalações antigas, falta de manutenção preventiva em equipamentos de combate, alarmes e sistemas hidrantes, armazenamento incorreto de produtos inflamáveis, falta de conhecimento de procedimentos de evacuação e ausência de brigada de incêndio treinada.

Para João Paulo Soares, engenheiro especialista da Sólida, empresa especializada em engenharia de combate a incêndios, a cultura de prevenção é algo que deve ser aprofundado nas organizações, e não vista apenas como mero cumprimento de regras. “Temos legislações específicas que regulamentam normas que as empresas devem adotar para a prevenção de incêndios, como a NR-23, mas elas podem acabar se tornando apenas uma obrigação para os empresários. Para efetivamente diminuir os casos de incêndios estruturais é necessário que a prevenção seja parte da cultura da empresa, com todos se sentindo responsáveis por cuidar do ambiente onde trabalham”, explica.

Nesse contexto, a engenharia de combate a incêndios tem um papel essencial, combinando conhecimento técnico, análise assertiva de riscos e planejamento personalizado. Traduzindo normas em decisões estratégicas, ela permite que empresas estejam mais preparadas para proteger pessoas, patrimônio e operações, reduzindo prejuízos financeiros e fortalecendo sua capacidade de enfrentar eventos inesperados com maior segurança e rapidez. Outro desafio superado é ultrapassar as questões legais envolvidas em projetos de alta complexidade e se adequar às exigências de seguradoras e normas internacionais, diminuindo a exposição do cliente e preservando o patrimônio.

“Um problema estrutural que presenciamos no Brasil é a grande distância entre o que está no papel e o que funciona quando algo de errado está acontecendo, como um incêndio, por exemplo. Muitos projetos chegam nas empresas e são executados com erro de cálculo, dimensionamento e pressão, ou com soluções que não entregam desempenho real. Nesse caso, uma engenharia de combate ao incêndio analisa o que realmente vai ser efetivo para cada operação dentro da empresa, priorizando proteção, possibilidade de agir rapidamente e garantindo as exigências das seguradoras”, afirma Soares.

 

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