Crescimento do agro esbarra em falta de estrutura médica nas regiões produtivas do interior
Mesmo com o agronegócio respondendo por 25,13% do PIB brasileiro em 2025, somando R$ 3,20 trilhões, muitas regiões produtivas do interior ainda convivem com baixa presença médica e longos deslocamentos para atendimento. Segundo o Cepea, em parceria com a CNA, o PIB do agro cresceu 12,2% em 2025, enquanto outro levantamento aponta que o setor alcançou 28,4 milhões de trabalhadores, equivalentes a 26,3% da população ocupada do país. O contraste revela uma dinâmica recorrente no interior brasileiro: a geração de riqueza, emprego e renda avança em velocidade maior do que a estrutura de saúde disponível para acompanhar essa expansão.
Para Geysa Xavier, líder de Marketing da Portal Telemedicina, empresa de saúde digital voltada a regiões remotas, a distância entre crescimento econômico e assistência especializada afeta trabalhadores, produtores e empresas. “Quando um trabalhador precisa se deslocar por horas para uma consulta, exame ou laudo, o problema deixa de ser apenas de saúde e passa a impactar produtividade, absenteísmo e continuidade da operação”, afirma.
Esse cenário ganha força em áreas como o Matopiba, região formada por partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e considerada uma das principais fronteiras agrícolas do país. Em polos de produção de soja, milho e algodão, a dificuldade de acesso a especialistas impõe custos adicionais às empresas e aos trabalhadores, especialmente quando consultas, exames ocupacionais e laudos dependem de deslocamentos longos. Dados da Demografia Médica no Brasil, elaborada por USP e CFM, mostram que a desigualdade na distribuição de médicos segue como um dos principais entraves do sistema de saúde, com maior concentração de profissionais nas capitais e menor presença no interior.
Além do impacto assistencial, a falta de estrutura médica especializada também pesa sobre a saúde ocupacional. Empresas do setor precisam cumprir o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, previsto na NR 7, que estabelece diretrizes para proteger e monitorar a saúde dos trabalhadores diante dos riscos da atividade. Em regiões afastadas dos grandes centros, manter exames, consultas e avaliações em dia pode significar mais deslocamento, perda de jornada, aumento de custos e dificuldade para garantir acompanhamento contínuo.
Nesse contexto, conectividade via satélite, teleconsultas e emissão remota de laudos passam a ocupar espaço na discussão sobre competitividade do agro. Com estruturas simples instaladas em fazendas, cooperativas ou polos regionais, a telemedicina pode aproximar trabalhadores de médicos especialistas, apoiar exames ocupacionais e reduzir barreiras históricas de acesso.
Na avaliação de Geysa, essa agenda também precisa ser tratada como parte da estratégia de sustentabilidade das empresas e dos setores produtivos. Nesse processo, sindicatos e órgãos de classe podem desempenhar um papel importante ao apoiar a oferta dessa estrutura, como já ocorre com o SESI na indústria em alguns estados. “Regiões produtivas não podem depender apenas de deslocamentos longos e de agendas presenciais escassas para cuidar da saúde de quem sustenta a operação. A telemedicina permite transformar conectividade em assistência, reduzir barreiras históricas e apoiar empresas que precisam manter seus trabalhadores acompanhados com mais agilidade, segurança e previsibilidade”, conclui.
Sobre a Portal Telemedicina
A Portal Telemedicina é uma empresa brasileira fundada em 2013, especializada em soluções inovadoras de saúde digital. Com tecnologia de Inteligência Artificial e IoT, a plataforma oferece teleconsultas, telediagnóstico e gestão de saúde populacional, conectando médicos, clínicas e hospitais a pacientes em qualquer local, incluindo áreas remotas. Com mais de 30 milhões de pacientes atendidos no Brasil e na África, a Portal já impactou positivamente a saúde pública, reduzindo, por exemplo, a mortalidade por doenças crônicas. A empresa conta com parcerias estratégicas com Google, MIT, UNICEF e ONU, e foi reconhecida por sua contribuição aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de 2030. Para mais informações, acesse: https://portaltelemedicina.com.br



