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Durabilidade ganha espaço como estratégia para tornar construções mais sustentáveis

Escolha de materiais, eficiência energética e vida útil dos sistemas construtivos podem contribuir para reduzir consumo de recursos e geração de resíduos ao longo do tempo

A sustentabilidade na construção civil envolve não apenas os impactos gerados durante a execução de uma obra, mas também aqueles relacionados à operação, manutenção, reparos e substituição dos sistemas ao longo dos anos. Nesse contexto, a durabilidade dos materiais e sistemas construtivos passa a ser um dos aspectos considerados para reduzir o consumo recorrente de recursos e a geração de resíduos.

Segundo Fernanda Moroni, engenheira civil e prescritora técnica do Grupo Soprema, a durabilidade está diretamente relacionada à capacidade de uma edificação ou de seus sistemas manterem o desempenho requerido durante sua vida útil. “Quando projetamos um sistema construtivo com maior durabilidade, ampliamos o período durante o qual ele mantém os níveis de desempenho para os quais foi concebido. Com isso, os impactos associados à produção, instalação, manutenção e substituição podem ser distribuídos por uma vida útil maior”, afirma.

Um sistema que mantém seu desempenho por mais tempo tende a demandar menos intervenções, reparos e substituições. Isso pode representar menor consumo de novas matérias-primas, energia, água, embalagens e transporte, além da redução na geração de resíduos de construção e demolição.

Para a prescritora, alcançar a vida útil prevista não depende apenas da escolha de um material considerado durável. A prescrição precisa levar em conta as condições reais de exposição, os mecanismos de degradação, a compatibilidade entre os materiais, os detalhes construtivos, a qualidade da execução e a manutenção prevista. “No Brasil, a durabilidade é resultado de uma cadeia de decisões que começa no projeto e continua durante toda a utilização da edificação. É preciso haver coerência entre ambiente de exposição, projeto, material, sistema construtivo, execução e manutenção”, explica.

Impactos ao longo do tempo

A presença e o ingresso de água estão entre os fatores que podem contribuir para processos de deterioração. Dessa forma, a impermeabilização faz parte da estratégia de proteção dos elementos construtivos, ajudando a preservar concreto, armaduras, revestimentos e outros componentes da edificação.

A durabilidade também deve ser considerada na avaliação dos custos de uma construção. De acordo com Fernanda Moroni, olhar apenas para o investimento inicial pode deixar de lado despesas futuras com manutenção, reparos e substituições. “Uma solução deve ser avaliada não apenas pelo quanto custa para ser instalada, mas também por quanto tempo manterá o desempenho requerido e quais intervenções serão necessárias ao longo da vida útil”, destaca.

Essa abordagem está relacionada ao custo do ciclo de vida, que considera a edificação desde sua implantação até as etapas de operação, manutenção, reparos, substituições e fim de vida. “Projetar para durabilidade significa pensar não apenas em como vamos construir, mas também em como vamos conservar aquilo que foi construído durante as próximas décadas”, conclui a profissional.

Sobre o Soprema Group

Com origens em Estrasburgo, na França, com atuação global, o Grupo Soprema é especialista em impermeabilizações e isolamentos térmicos e acústicos desde 1908.

O GRUPO SOPREMA emprega globalmente mais de 13.000 funcionários em mais de 145 unidades fabris, atendendo aproximadamente 90 países.

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