Segurança

Empresas de segurança e fabricantes de tecnologia de defesa se unem no Movimento NITI para ampliar integração tecnológica e elevar padrões do setor

Núcleo de Inovação e Tecnologias Integradas reúne empresas de formação, radiocomunicação, controle de acesso, defesa perimetral, drones e automação em iniciativa voltada a conhecimento, conformidade e inovação na segurança privada

Empresas de diferentes especialidades do mercado de segurança e defesa se unem para lançar o Movimento NITI (Núcleo de Inovação e Tecnologias Integradas), iniciativa criada para estimular a integração entre empresas, profissionais e tecnologias e contribuir para a evolução dos padrões do setor no Brasil. O ecossistema conta com a MODUS, dedicada à formação e capacitação profissional; a MTI, em radiocomunicação; a MAXTEL, em controle de acesso e tecnologias de conexão; a A\SENSE, em defesa perimetral de alta complexidade; a Aeroscan, em inteligência e monitoramento aéreo por drones; a Easy5 Control, em automação de controle de acesso e integração; e a Planet Techno, com tecnologias voltadas às necessidades do mercado.

Entre os nomes à frente da iniciativa está Clayton Magno, diretor executivo da MODUS Centro de Formação de Vigilantes, que participou da criação do movimento a partir de uma constatação sobre as mudanças pelas quais passa o mercado: a formação dos profissionais de segurança precisa acompanhar a evolução tecnológica das operações.

Segundo Magno, o modelo tradicional de capacitação, baseado exclusivamente em procedimentos operacionais, já não responde às necessidades de uma atividade cada vez mais apoiada por sistemas tecnológicos.

“O NITI nasce para aproximar o mercado da prática. Para permitir que profissionais e empresas conheçam tecnologias, entendam como elas se integram à operação e, principalmente, estejam preparados para tomar decisões melhores.”, afirma Clayton Magno, diretor executivo da MODUS.

O movimento nasce em um momento de transformação regulatória e tecnológica do setor. A regulamentação da Lei nº 14.967/2024, que institui o Estatuto da Segurança Privada e da Segurança das Instituições Financeiras, estabeleceu um novo marco para a atividade e ampliou a importância de fiscalização, qualificação e conformidade das empresas que atuam no segmento.

Para Magno, a mudança regulatória também ajuda a enfrentar um problema histórico do mercado: a atuação de empresas sem estrutura adequada e a contratação de profissionais sem os procedimentos necessários de verificação.

“A nova legislação estabelece um novo momento para a segurança privada. Nosso desafio agora não é apenas atender às novas exigências. É aproveitar esse momento para elevar o padrão de toda a atividade. Porque o futuro da segurança privada será cada vez mais integrado. E estará nas mãos de quem estiver preparado para essa transformação.”, diz.

Na avaliação do executivo, a profissionalização do setor passa por uma combinação entre pessoas, processos, conformidade e tecnologia. O avanço de recursos como inteligência artificial, videomonitoramento, sensores, drones, radiocomunicação, controle de acesso, automação e sistemas de defesa perimetral aumenta a capacidade de prevenção e resposta, mas exige profissionais preparados para interpretar e operar essas ferramentas.

Um ecossistema de tecnologias integradas

A proposta é criar um ambiente em que essas especialidades possam compartilhar conhecimento e demonstrar como diferentes soluções podem funcionar de maneira coordenada. Na prática, uma operação de segurança pode combinar CFTV, defesa perimetral, drones, radiocomunicação, controle de acesso e automação em uma mesma arquitetura.

Um alerta identificado por um sistema de detecção, por exemplo, pode ser associado ao videomonitoramento, comunicado às equipes responsáveis pela operação por meio de radiocomunicação e, dependendo da configuração, desencadear uma ação automatizada.

“Hoje, o desafio não é a falta de tecnologia, mas a falta de integração entre elas. Uma operação madura precisa conectar defesa perimetral, CFTV, controle de acesso, radiocomunicação, drones e automação para que a informação circule e gere uma resposta coordenada. Quando essas camadas trabalham de forma isolada, aumenta o ruído e perde-se tempo. Quando trabalham juntas, a operação ganha precisão, previsibilidade e capacidade de resposta.”, afirma Hamilton Luiz, CEO da A\SENSE, defesa perimetral.

A integração também é considerada estratégica diante do crescimento do mercado de segurança eletrônica. Segundo dados da ABESE, o setor movimentou mais de R$ 16 bilhões em 2025 e reúne cerca de 33 mil empresas no país. A expansão do mercado, combinada à entrada de novas tecnologias e às mudanças regulatórias, aumenta a demanda por profissionais capacitados e por operações estruturadas.

Homem e tecnologia

A filosofia do NITI parte justamente da complementaridade entre o trabalho humano e os recursos tecnológicos. A proposta não é substituir equipes por automação ou inteligência artificial, mas criar operações nas quais as ferramentas disponíveis aumentem a capacidade de prevenção, identificação e resposta.

A partir dessa visão, o NITI pretende funcionar também como espaço de demonstração e disseminação de conhecimento. O ecossistema conta com uma estrutura física de demonstração instalada na própria MODUS, reunindo diferentes tecnologias utilizadas no setor e permitindo que profissionais, empresas e gestores conheçam as soluções e suas possibilidades de integração.

“Na Modus, acreditamos que não existe evolução da segurança sem qualificação. Não basta incorporar uma nova tecnologia se as pessoas não estiverem preparadas para utilizá-la, interpretar as informações que ela gera e transformá-las em ação. Por isso, quando falamos do NITI, estamos falando também de formação, de responsabilidade e de evolução do nosso setor.”, afirma Clayton Magno.

Além da aproximação entre empresas, a iniciativa prevê a criação de uma comunidade voltada à atualização profissional e ao acompanhamento das transformações tecnológicas e regulatórias do mercado.

Outra frente prevista pelo movimento é a criação do Selo/Certificação NITI, destinado a reconhecer participantes que atendam aos critérios definidos pela iniciativa. Os parâmetros, critérios de avaliação, processo de auditoria e demais condições para concessão do selo ainda estão em definição.

O movimento está aberto à aproximação de empresas de segurança, integradores, profissionais, especialistas e demais agentes da cadeia interessados em acompanhar a evolução tecnológica e regulatória do setor.

Movimento NITI — Núcleo de Inovação e Tecnologias Integradas

Conhecimento que prepara. Conformidade que fortalece. Inovação que transforma.

 

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