Furtos respondem por 75% dos sinistros com veículos atendidos pela Carsystem em 2026
Levantamento nacional com 1.389 casos de roubo e furto mostra que manhã lidera os acionamentos e que 85,1% dos veículos envolvidos nas ocorrências foram recuperados
Os furtos representam três em cada quatro sinistros de roubo e furto registrados pela Carsystem no Brasil em 2026. Levantamento da empresa com 1.389 ocorrências atendidas entre janeiro e setembro mostra que 1.047 foram furtos, o equivalente a 75,4% do total, enquanto 342 foram roubos e 24,6%. No período, 1.182 veículos foram recuperados, o que corresponde a 85,1% dos casos analisados. Outros 207 não foram localizados.
Os dados fazem parte da base nacional da Carsystem, empresa especializada em rastreamento, monitoramento e recuperação veicular, e ajudam a mostrar que roubo e furto, embora normalmente apareçam juntos nas estatísticas de segurança, geram situações bastante diferentes a partir do momento em que o veículo desaparece.
A principal diferença está no momento em que o proprietário percebe a ocorrência. Em um roubo, a vítima normalmente presencia a subtração e consegue informar com maior precisão quando o veículo foi levado. No furto, esse intervalo pode ser muito maior: o motorista estaciona o carro e só percebe horas depois que ele não está mais no local. Quando a comunicação acontece, portanto, o veículo pode já ter percorrido uma distância considerável.
“Roubo e furto podem resultar no mesmo problema para o proprietário, que é ficar sem o veículo, mas operacionalmente eles podem começar de formas bastante diferentes. No roubo, normalmente temos uma referência mais precisa do momento da ocorrência. No furto, muitas vezes é necessário reconstruir uma janela de tempo para entender quando o veículo foi levado e quanto ele pode ter se deslocado”, afirma Felipe Costa, Diretor da Carsystem.
Essa característica aparece também no horário em que os sinistros são comunicados. Dos 1.389 registros analisados, 506 acionamentos ocorreram pela manhã, 36,4% do total; 485 à noite, 34,9%; e 398 à tarde, 28,7%.
O número maior de acionamentos no período da manhã, segundo a empresa, está relacionado especialmente aos furtos. Isso não significa que os veículos tenham sido necessariamente levados nesse horário. Em muitos casos, o proprietário deixa o automóvel estacionado durante a noite e só percebe sua ausência pela manhã, quando volta ao local.
Esse intervalo entre o crime e sua descoberta é uma das variáveis que podem influenciar uma operação de recuperação. Quanto menor o tempo entre a ocorrência e a comunicação, mais recentes tendem a ser as informações disponíveis sobre localização e movimentação. Com o passar das horas, o veículo pode mudar de região, entrar em um local com dificuldade de comunicação, ser ocultado ou sofrer tentativa de violação ou remoção do equipamento instalado.
“Não significa que um veículo não possa ser recuperado quando o furto é percebido horas depois. O ponto é que o cenário muda. Quanto mais recente é a última referência disponível, mais informações a operação tem para reconstruir aquele deslocamento e definir os próximos passos”, explica Felipe.
Apesar das diferenças entre roubo e furto, os dados mostram percentuais semelhantes de recuperação dentro da base analisada. Entre os 1.047 furtos, 898 veículos foram recuperados e 149 não foram localizados, o que representa uma taxa de recuperação de aproximadamente 85,8%. Nos 342 roubos, houve 284 recuperações e 58 casos sem recuperação, equivalente a cerca de 83%.
Geograficamente, os sinistros analisados estão distribuídos pelo país. São Paulo concentrou 776 registros, 56% da base, seguido pelo Rio de Janeiro, com 72 casos, e Bahia, com 16. Os demais estados somaram 525 ocorrências, ou 38% do levantamento. Os números refletem a carteira e as ocorrências atendidas pela Carsystem e, portanto, não representam a distribuição de roubos e furtos de veículos na população brasileira como um todo.
Independentemente da modalidade, o início do atendimento segue etapas semelhantes. Após a comunicação, são validados os dados da ocorrência e do veículo, iniciado o monitoramento das informações disponíveis e, quando necessário, acionada a equipe de pronta resposta. Nos casos de roubo, a prioridade inicial é verificar se a vítima está em segurança. Já no furto, uma das primeiras tarefas pode ser justamente estimar o intervalo em que o veículo desapareceu.
Para o motorista, a recomendação é comunicar a ocorrência assim que estiver em segurança ou perceber o desaparecimento do veículo, além de acionar as autoridades policiais e registrar o Boletim de Ocorrência. Em uma situação de roubo, não se deve reagir nem tentar seguir os criminosos. Também não é recomendado tentar localizar ou abordar o veículo por conta própria durante uma operação de recuperação.



