Incerteza eleitoral testa a liderança nas empresas
Cinco decisões ajudam líderes a avaliar riscos, orientar equipes e manter a operação em andamento
O Indicador de Incerteza da Economia da Fundação Getúlio Vargas subiu 2,3 pontos em agosto de 2026, para 111,7 pontos. A instituição relaciona parte da alta ao debate sobre as propostas econômicas dos candidatos e cita também dúvidas sobre juros e inflação. Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, empresas de todo o país precisam distinguir os riscos que já afetam seus negócios daqueles que ainda dependem do resultado das urnas.
Para Alexandre Slivnik, diretor executivo do IBEX, instituto voltado ao desenvolvimento de lideranças, gestão de pessoas e experiência do cliente, o desafio é decidir o que se pode esperar sem interromper a rotina da empresa. Vice-presidente da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), ele recomenda que os gestores expliquem à equipe os critérios usados em cada escolha.
“Esperar o resultado das eleições 2026 pode fazer sentido para um investimento específico. Quando a empresa passa a adiar tudo, a equipe perde a direção e os problemas da operação continuam avançando”, afirma o executivo em sugestão de declaração para validação.
A cautela do empresariado aparece em outro indicador da FGV. O Índice de Confiança Empresarial caiu pelo segundo mês consecutivo em agosto de 2026, para 91,1 pontos. Os pesquisadores citam a percepção de demanda mais fraca, o acúmulo de estoques e as incertezas ligadas às tarifas norte-americanas e às eleições nacionais entre os fatores do recuo.
O que decidir antes de conhecer o resultado
- Verifique o que já afeta a empresa
Uma proposta de campanha ainda não é uma mudança nas regras do negócio. Antes de rever preços, contratações ou projetos, o gestor deve examinar vendas, custos, demanda e caixa. Esses dados ajudam a separar um problema presente de uma possibilidade que ainda precisa ser acompanhada.
- Escolha o que pode esperar
Investimentos de longo prazo podem ter uma data para nova análise. Reposição de produtos, entregas e atendimento exigem decisões no presente. Separar essas escolhas evita que a espera pela votação suspenda toda a operação.
- Explique o plano à equipe
Os profissionais precisam saber quais metas continuam valendo, o que está sob análise e quando haverá uma definição. “As pessoas não se engajam quando não sabem para onde a empresa está indo. O líder precisa traduzir a estratégia em ações do dia a dia e conectar os objetivos coletivos às metas individuais”, explica Slivnik em declaração presente no material fornecido.
- Impeça que divergências prejudiquem o trabalho
Opiniões políticas não devem interferir na distribuição de tarefas, nas avaliações ou no atendimento aos clientes. Segundo o vice-presidente da ABTD, cabe aos gestores estabelecer limites de respeito e agir quando uma discussão comprometer a rotina da equipe.
- Defina quando revisar as decisões
A empresa pode acompanhar as notícias sem mudar de rumo a cada declaração de campanha. Reuniões breves, em datas definidas, permitem verificar se vendas, custos ou demanda justificam algum ajuste. “Ter um momento para rever o plano dá segurança à equipe. Sem esse critério, qualquer notícia pode parecer motivo para mudar tudo”, afirma o diretor executivo do IBEX em sugestão de declaração para validação.
Para Slivnik, a medida da liderança nesse período estará nas decisões que a empresa consegue explicar e executar antes de conhecer o resultado das urnas. Se as prioridades estiverem claras, a equipe terá condições de atender os clientes e identificar problemas reais sem esperar que a incerteza desapareça.
Sobre Alexandre Slivnik
Alexandre Slivnik o único brasileiro a dar a volta ao mundo em um avião privado da Disney para conhecer os bastidores de todos os parques da empresa no mundo, juntamente com seus maiores executivos. É reconhecido oficialmente pelo governo norte americano como um profissional com habilidades extraordinárias na área de palestras e treinamentos (EB1).
Autor de diversos livros, entre eles do best-seller O Poder da Atitude. Diretor executivo do IBEX – Institute for Business Excellence, sediado em Orlando / FL (EUA). Vice-Presidente da ABTD – Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento. Professor convidado do MBA de Gestão Empresarial da FIA / USP.
Palestrante com mais de 20 anos de experiência na área de RH e Treinamento. Atualmente um dos maiores especialistas em Encantamento de Clientes no Brasil. Palestrante Internacional com palestras feitas nos EUA, EUROPA, ÁFRICA e ÁSIA, tendo feito especialização na Universidade de Harvard (Graduate School of Education – Boston / EUA).
Para mais informações, acesse: site | Instagram
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Fontes de Pesquisa
Fundação Getulio Vargas, Indicador de Incerteza da Economia de agosto de 2026: https://portalibre.fgv.br/noticias/incerteza-economica-cresce-em-agosto portalibre.fgv.br
Fundação Getulio Vargas, Índice de Confiança Empresarial de agosto de 2026: https://portalibre.fgv.br/noticias/confianca-empresarial-recua-pelo-segundo-mes-seguido portalibre.fgv.br
Tribunal Superior Eleitoral, calendário das eleições de 2026: https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Marco/eleicoes-2026-conheca-a-ordem-de-votacao-na-urna-eletronica



