Segurança antidrone entra no planejamento federal e amplia alerta para infraestruturas críticas
A proteção contra drones deixou de aparecer apenas em cenários militares e passou a integrar o planejamento de segurança no Brasil. Em agosto, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência estabeleceu uma zona de restrição de voo para drones durante as comemorações do 7 de Setembro, enquanto a Polícia Federal incluiu sistemas antidrone na operação nacional destinada à proteção dos candidatos à Presidência em 2026. O movimento ocorre em um momento de maior atenção ao uso indevido dessas aeronaves e amplia uma discussão que alcança também portos, indústrias, data centers, operações de energia, mineração, logística e outras áreas nas quais uma invasão aérea pode representar risco físico, operacional ou patrimonial.
Para Hen Harel, CEO e fundador da Ôguen e especialista em segurança perimetral e tecnologias antidrone, o principal desafio está em incorporar o espaço aéreo de baixa altitude à mesma lógica já aplicada ao perímetro terrestre. “Durante anos, empresas concentraram a proteção em câmeras, cercas e controle de acesso. O drone cria uma nova rota de entrada que passa por cima dessa estrutura. Quando uma aeronave não autorizada se aproxima de uma instalação sensível, o primeiro passo é conseguir detectá-la, identificar de onde vem e entender seu comportamento com antecedência suficiente para acionar o protocolo adequado”, explica.
Sistemas de proteção podem combinar radar, análise de radiofrequência, sensores ópticos e integração com centrais de monitoramento para identificar aeronaves e acompanhar sua aproximação. A etapa de resposta, porém, exige atenção regulatória. A Anatel restringe o uso de bloqueadores de sinais de radiocomunicação a órgãos e entidades públicas determinados e condiciona sua ativação à anuência da Agência. Para empresas privadas, portanto, a proteção precisa começar pela capacidade de detectar, classificar o risco, registrar a ocorrência e acionar os responsáveis previstos no plano de segurança. Em áreas urbanas densas, a complexidade aumenta porque sinais, edificações, pessoas e outras aeronaves tornam qualquer reação mais sensível.
Na avaliação de Harel, o avanço dessas ameaças exige ampliar o conceito tradicional de segurança perimetral sem tratar a tecnologia como solução isolada. “Detectar um drone é apenas uma parte da resposta. A empresa precisa saber o que acontece depois, quem recebe o alerta, como o risco é classificado e quais medidas podem ser tomadas dentro da legislação. Quanto mais crítica é a operação, menos espaço existe para descobrir esse protocolo durante uma ocorrência. A proteção moderna passa por integrar tecnologia, monitoramento humano e procedimentos claros antes que uma invasão aérea aconteça”, conclui.
Sobre a Ôguen
A Ôguen é uma empresa especializada em segurança perimetral que oferece soluções integradas de radares, minas eletrônicas, drones, sistemas anti-drones e, recentemente, imagens atualizadas de satélite com a melhor resolução do mercado. Fundada em 2016, a Ôguen tem como missão garantir segurança e tranquilidade com tecnologia de ponta e atendimento personalizado. Atende clientes dos setores de energia, mineração, agronegócio, indústria, logística e governo, entre outros. Mais informações: www.oguen.com.



