4 sinais de risco que antecedem acidentes nas estradas e como evitá-los

Em um país onde mais de 60% das cargas são transportadas por rodovias, a segurança nas estradas continua sendo um dos principais desafios para empresas e trabalhadores do setor. Embora muitos acidentes sejam tratados como eventos inesperados, especialistas apontam que, na maioria dos casos, existem sinais de alerta que surgem antes da ocorrência e que podem ser identificados e corrigidos.
Segundo Rebeca Ludovico, Diretora de Vendas da Platform Science, multinacional norte-americana líder em soluções de segurança para o setor de transporte no Brasil e América Latina, a prevenção depende cada vez mais da capacidade de identificar comportamentos de risco antes que eles resultem em acidentes.
“Hoje já é possível detectar diversos sinais que antecedem um acidente, desde indícios de fadiga até momentos de distração ao volante. A tecnologia permite que esses comportamentos sejam identificados em tempo real, possibilitando uma intervenção imediata e reduzindo significativamente os riscos nas operações de transporte”, destaca a especialista.
Além de fatores operacionais e das condições das vias, o comportamento do motorista também é um elemento determinante na gestão de riscos. Atitudes aparentemente simples, como deixar de usar o cinto de segurança ou desrespeitar normas básicas de trânsito, podem indicar uma maior propensão a comportamentos inseguros ao volante. Por isso, especialistas defendem que as empresas monitorem não apenas ocorrências de acidentes, mas também hábitos e condutas dos condutores.
Ainda de acordo com o especialista, um dos principais erros das empresas é esperar que um acidente aconteça para tentar trabalhar as causas dele, em vez de acompanhar indicadores que apontem riscos futuros. “Quando a empresa consegue identificar padrões de comportamento antes que eles resultem em um acidente, ela transforma a gestão de segurança em uma ação preventiva, e não apenas corretiva. Esse é o caminho para reduzir sinistros, proteger vidas e aumentar a eficiência das operações”, salienta Rebeca.
Confira os quatro sinais de risco que antecedem acidentes nas estradas e como evitá-los.
- Fadiga e sonolência ao volante
A fadiga continua entre os fatores mais perigosos nas estradas. O problema é que o cansaço costuma surgir de forma gradual, fazendo com que muitos motoristas não percebam a perda de atenção. Entre os sinais mais comuns estão bocejos frequentes, piscadas mais longas, dificuldade de manter a velocidade constante e pequenas saídas de faixa seguidas por correções bruscas na direção.
“Quando o motorista apresenta micro-sonos ou demora mais para reagir a situações da via, o risco de acidente aumenta de forma exponencial. São sinais que não devem ser ignorados e ao detectar eles logo de cara, ajudariam reduzir o número de acidentes”, explica o especialista.
- Uso de celular e distrações ao volante
Responder mensagens, conferir notificações ou realizar chamadas rápidas pode parecer inofensivo, mas representa um dos maiores fatores de risco no trânsito atual. A 80 km/h, apenas cinco segundos olhando para o celular equivale a percorrer cerca de 100 metros sem observar a estrada.
Além do celular, outras distrações, como ajustar equipamentos, procurar objetos dentro da cabine ou desviar o olhar da pista por longos períodos, comprometem a capacidade de reação do motorista.
- Excesso de velocidade
O excesso de velocidade também permanece entre as principais causas de acidentes graves nas rodovias brasileiras. Mais do que ultrapassar o limite estabelecido, o problema está em não adequar a velocidade às condições da via, do trânsito e do clima. Chuva, neblina e baixa visibilidade exigem uma condução mais cautelosa, mesmo quando o limite permitido é superior.
- Ultrapassagens indevidas
Manobras de ultrapassagem em trechos de pista simples e sem visibilidade adequada continuam associadas a colisões frontais severas. O comportamento costuma ser motivado pela pressão pelo cumprimento de janelas rígidas de entrega ou excesso de confiança do operador. Trata-se de um erro de cálculo que desconsidera as variáveis de velocidade do veículo em sentido oposto.
