Fluxo intenso, múltiplos acessos e novas ameaças desafiam a segurança dos hospitais brasileiros
Com maior fluxo de pessoas e ampliação das estruturas de atendimento, hospitais investem em inteligência artificial, integração de sistemas e aplicações inteligentes de monitoramento para fortalecer a segurança sem comprometer o atendimento
A segurança hospitalar deixou de ser uma preocupação restrita à proteção patrimonial para se consolidar como um dos pilares da gestão das instituições de saúde. O aumento da circulação de pessoas, a expansão dos complexos hospitalares e a necessidade de respostas rápidas a diferentes tipos de ocorrências impõem um desafio crescente aos hospitais: garantir ambientes seguros sem comprometer a agilidade necessária ao atendimento. Nesse cenário, tecnologias capazes de integrar hardwares de monitoramento, controle de acesso e sistemas de gestão assistenciais vêm ganhando espaço e transformando a segurança em parte da estratégia de cuidado oferecida a pacientes, acompanhantes e profissionais.
Na avaliação do diretor comercial para Área Privada da Avantia, Mário Tranche, o principal desafio está em equilibrar proteção e eficiência operacional. “Um hospital precisa garantir acesso rápido para situações de emergência, sem abrir mão do controle sobre quem entra e circula em suas dependências. Isso exige projetos que integrem diferentes tecnologias e permitam uma gestão inteligente e controlada dos fluxos de pessoas”, afirma.
Entre os principais obstáculos enfrentados pelos grandes complexos hospitalares está a integração de sistemas de gestão de pacientes e veículos da operação hospitalar que operam em entradas e saídas destinadas a pacientes, visitantes, ambulâncias e fornecedores. Também o acompanhamento de picos de circulação sem gerar gargalos nas áreas comuns, elevadores e a integração de tecnologias existentes e novas a edificações que, muitas vezes, foram ampliadas ao longo de décadas. Segundo Tranche, quando sistemas câmeras de vídeo, controle e gestão de acesso, detecção de incêndio, sistemas legados de chamada de enfermagem e gestão de funcionários operam de forma integrada, as equipes conseguem responder com muito mais rapidez e eficiência a qualquer ocorrência. “A tecnologia entrega seu maior potencial quando os sistemas conversam entre si, eliminando pontos cegos e permitindo uma visão unificada da operação, quer seja em tempo real ou em dados para análise posterior”, explica.
Papel da IA e o desafio da segurança pública
A inteligência artificial também vem transformando a forma como esses desafios são enfrentados. Analíticos de vídeo permitem identificar em tempo real aglomerações, movimentações atípicas, tentativas de fraude em catracas e cancelas, atos de vandalismo e outras situações que podem representar riscos à operação. Além disso, soluções de leitura automática de placas e biometria facial integradas ao monitoramento inteligente fortalecem a proteção do perímetro hospitalar e áreas de circulação e contribuem para uma atuação preventiva das equipes de segurança.
Outra tendência é a expansão da visão computacional para aplicações que vão além da vigilância patrimonial. A tecnologia já começa a ser utilizada no acompanhamento de pacientes idosos e em instituições de longa permanência, oferecendo suporte às equipes assistenciais, prevenindo evasões, além de ações relacionadas a desvio de materiais e equipamentos. “A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de segurança e passou a contribuir também para a qualidade do cuidado, apoiando profissionais na identificação de situações que exigem atenção imediata”, destaca Mário Tranche.
O cenário de segurança pública também contribuiu para ampliar a preocupação das instituições com o tema. Paralelamente ao fortalecimento das discussões sobre proteção aos profissionais da saúde e ao avanço dos investimentos em infraestrutura tecnológica, hospitais passaram a incorporar a segurança ao planejamento estratégico, com centrais de monitoramento, integração entre sistemas e cooperação com órgãos de segurança pública através do fornecimento de imagens de áreas externas de acordo com os programas estaduais ou municipais de segurança pública.
Na experiência da Avantia, os projetos mais eficientes são aqueles desenvolvidos desde a fase inicial de planejamento, permitindo que a infraestrutura de segurança seja incorporada à arquitetura e aos processos operacionais do hospital. O dimensionamento adequado dos fluxos, a integração entre diferentes disciplinas, a capacitação contínua das equipes e o armazenamento correto dos dados gerados pelas tecnologias são fatores fundamentais para enfrentar a crescente complexidade da segurança hospitalar.
Para Mário Tranche, investir em segurança hospitalar representa um ganho que vai além da prevenção de incidentes. “Quando a instituição consegue reduzir interrupções operacionais, responder com mais rapidez às ocorrências e oferecer um ambiente mais protegido, fortalece também a confiança de clientes, pacientes, investidores, familiares e colaboradores. Esse é um dos ativos mais importantes para qualquer organização de saúde”, conclui.
Sobre a Avantia
Com 28 anos de atuação, a Avantia é uma das líderes do mercado brasileiro em segurança eletrônica, unindo tecnologia de ponta, inovação contínua e inteligência artificial para transformar imagens em informação estratégica. Nosso propósito é cuidar das pessoas, promovendo ambientes mais seguros e eficientes. Atuamos com a missão de liderar a transformação digital da segurança na América Latina, gerando valor para empresas por meio da melhoria de processos e redução de custos operacionais.