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Segurança privada fatura R$ 50,5 bilhões e tecnologia acelera transformação do setor no Brasil

Com segurança eletrônica acima de R$ 16 bilhões e gastos públicos de R$ 163,1 bilhões, setor amplia uso de IA, análise de dados e monitoramento; transformação será um dos focos do SegSummit 2026, em São Paulo

São Paulo,  setembro de 2026 – De câmeras capazes de analisar imagens em tempo real a sistemas que cruzam dados para identificar riscos, a segurança no Brasil atravessa uma transformação tecnológica e econômica. O movimento aproxima áreas antes tratadas separadamente, segurança patrimonial, eletrônica, pública, cibernética e da informação, e cria uma nova cadeia de proteção baseada na integração entre pessoas, tecnologia, dados e inteligência.

Os números ajudam a dimensionar esse mercado. A segurança privada faturou R$ 50,5 bilhões em 2025, crescimento de 3,98% sobre os R$ 48,6 bilhões registrados no ano anterior, segundo o Anuário da Segurança Privada 2026, da Fenavist. Desse total, R$ 44 bilhões vieram dos serviços de vigilância e segurança privada e R$ 6,5 bilhões do transporte de valores.

A tecnologia avança em ritmo ainda mais acelerado. O mercado brasileiro de segurança eletrônica superou R$ 16 bilhões em 2025, com crescimento de 16,2%, segundo dados da ABESE. O segmento reúne cerca de 33 mil empresas no País, e 87,5% dos produtos fabricados atualmente já incorporam inteligência artificial.

Do lado do poder público, a escala é ainda maior. O Brasil destinou R$ 163,1 bilhões à segurança pública em 2025, alta de 2,1%, de acordo com o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Somente os Estados e o Distrito Federal responderam por R$ 131,2 bilhões desse montante.

“Estamos deixando para trás uma visão fragmentada da segurança. Uma câmera já não é apenas uma câmera: ela gera dados que podem ser analisados por inteligência artificial e integrados a sistemas de acesso, centros de monitoramento e plataformas de gestão. O desafio agora é fazer todas essas tecnologias conversarem entre si e, principalmente, transformarem informação em capacidade de prevenção e resposta”, avalia Christian Visval, diretor de Marketing e Comunicação do SegSummit.

Da câmera à inteligência artificial

A transformação é visível em diferentes pontos da cadeia. Videomonitoramento ganha recursos de análise inteligente; sensores passam a alimentar sistemas de tomada de decisão; controles de acesso se conectam às plataformas corporativas; e operações remotas incorporam automação, inteligência artificial e análise de dados.

Ao mesmo tempo, a digitalização cria desafios. Quanto mais conectados estão câmeras, sensores, sistemas de acesso e centrais de monitoramento, maior se torna a necessidade de aproximar a segurança física da cibersegurança.

Essa convergência também muda a estrutura das empresas. Áreas de segurança patrimonial, tecnologia da informação, prevenção de perdas, gestão de riscos, facilities e continuidade de negócios passam a compartilhar dados, tecnologias e decisões.

“Não basta comprar tecnologia. O ponto central está na integração. Empresas e governos precisam entender como pessoas, processos, equipamentos e dados podem funcionar dentro de uma mesma arquitetura de proteção”, afirma Visval.

Segurança pública também amplia investimentos

O avanço tecnológico acontece simultaneamente a uma mudança no papel dos governos locais na segurança. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, entre 2016 e 2025, os gastos dos municípios brasileiros com segurança pública cresceram 72,7% em termos reais, sinalizando uma participação crescente das cidades nessa agenda.

Videomonitoramento urbano, centros integrados de comando, análise de dados, conectividade e compartilhamento de informações entre diferentes órgãos estão entre as tecnologias que aproximam cada vez mais os universos da segurança pública e privada.

É nesse cenário que será realizado o SegSummit 2026, em 21 de outubro, no Distrito Anhembi, em São Paulo. Em sua 3a. edição, o encontro prevê reunir cerca de 10 mil visitantes e mais de 200 expositores, entre fabricantes de tecnologia, integradores, grandes empresas, especialistas, gestores públicos e autoridades.

SegSummit reúne diferentes faces da segurança

Com 10 mil metros quadrados de área, o SegSummit 2026 pretende materializar essa convergência ao reunir soluções e profissionais de segurança patrimonial, eletrônica, pública, cibernética e da informação.

A programação abordará temas como inteligência artificial, análise de vídeo, automação, controle de acesso, monitoramento, infraestrutura crítica, prevenção de perdas, gestão de riscos e integração entre poder público e iniciativa privada.

Mais do que apresentar novas tecnologias, a proposta é discutir uma questão que passou a ocupar a agenda tanto de empresas quanto de governos: como transformar o volume crescente de dados e tecnologias disponíveis em prevenção, inteligência e capacidade efetiva de resposta.

Serviço

SegSummit 2026

Data: 21 de outubro de 2026

Local: Distrito Anhembi — São Paulo (SP)

Expectativa: cerca de 10 mil visitantes e mais de 200 expositores

Expo: acesso gratuito ao público

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