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El Niño reforça alerta para empresas sobre segurança de dados e continuidade das operações

Planejamento estratégico dos negócios deve levar em consideração a possibilidade de indisponibilidade operacional na infraestrutura e a criação de ações de redundância, backup e disaster recovery

Jean Jader Martins, diretor da Global Gate

A previsão de um El Niño de forte intensidade nos próximos meses acende um alerta que vai além dos impactos sobre cidades, rodovias e atividades produtivas. Para as empresas, eventos climáticos extremos também representam um risco à infraestrutura de tecnologia, especialmente diante da crescente dependência de sistemas, aplicações e dados para a continuidade das operações. E ambientes críticos que não podem parar merecem ainda mais atenção.

Neste contexto, as estratégias de Disaster Recovery precisam estar na pauta das empresas que operam sistemas críticos, sobretudo as que não podem parar. O conceito envolve processos, tecnologias e infraestrutura capazes de recuperar sistemas e dados após incidentes, reduzindo o tempo de indisponibilidade e os impactos sobre a operação. A redundância geográfica é outro componente relevante: manter ambientes ou cópias críticas em localidades distintas reduz a dependência de uma única infraestrutura ou região.

Vale, porém, ampliar o olhar sobre o risco. Eventos climáticos extremos são de baixa frequência e alto impacto: acontecem poucas vezes, mas, quando acontecem, param a operação. Já os incidentes cibernéticos, como o ransomware, são de alta frequência e estão no dia a dia das empresas. O ponto que muitas organizações não percebem é que o mesmo plano de continuidade responde aos dois: backup imutável, redundância geográfica e disaster recovery protegem tanto contra a enchente quanto contra o sequestro de dados. A diferença é de gestão de risco: o evento climático entra no noticiário, enquanto o ransomware entra silenciosamente na operação, e com muito mais frequência.

A Global Gate, que opera a infraestrutura crítica de seus clientes como extensão da própria área de TI, é um exemplo de estrutura desenvolvida a partir desse conceito. Em Blumenau (SC), a companhia que integra o Grupo Bludata opera um data center certificado Tier III, padrão que contempla redundância de componentes críticos, como energia e refrigeração, e elevada disponibilidade. A estrutura conta ainda com monitoramento contínuo 24 horas por dia, sete dias por semana.

Um dos diferenciais da operação é a autonomia energética: em caso de interrupção do fornecimento da rede elétrica, o data center possui estrutura de geração própria capaz de mantê-lo funcionando por 8 dias. Além disso, a Global Gate conta com um segundo ponto de infraestrutura no estado de São Paulo, permitindo desenvolver projetos com redundância geográfica e reduzir a exposição das operações a ocorrências concentradas em uma única região.

“Assim como empresas criam planos de contingência para instalações físicas, fornecedores e logística, a infraestrutura digital também precisa estar preparada para continuar operando quando o ambiente externo deixa de funcionar dentro da normalidade. Se a empresa fica indisponível, não consegue operar; e, se perde dados sem um serviço de backup, pode levar meses ou anos para se recuperar, com a possibilidade de perdê-los para sempre. Esse custo não é só operacional, mas também financeiro, de forma imediata e no longo prazo”, explica o diretor da Global Gate, Jean Jader Martins.

Para os negócios, o investimento em um data center associado a uma estrutura de nuvem privada amplia a capacidade de manter ambientes críticos disponíveis. Isso significa maior controle sobre recursos, segurança e continuidade da operação. Quando essa infraestrutura está integrada a uma estratégia de backup, com cópias protegidas e armazenadas de forma redundante, a organização reduz a dependência de sua estrutura física local e aumenta sua capacidade de recuperação diante de interrupções.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o atual episódio de El Niño teve início em junho e já apresentou reflexos no Sul do Brasil. Em julho, as chuvas ficaram entre 30% e 90% acima da média do mês, dependendo da localidade. As projeções mais recentes apontam probabilidade igual ou superior a 90% de ocorrência de um El Niño muito forte em períodos da primavera e início do verão, com tendência de continuidade das chuvas acima da média na Região Sul.

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