Impermeabilização de estruturas exige sistemas compatíveis com diferentes níveis de movimentação
Lajes, coberturas, terraços, subsolos, piscinas e reservatórios apresentam diferentes condições e demandam soluções específicas para garantir a estanqueidade
A movimentação é uma característica natural das estruturas de uma edificação. Embora todas estejam sujeitas a algum nível de deslocamento, a intensidade varia de acordo com o local e as condições às quais cada elemento está submetido. Por isso, a escolha do sistema de impermeabilização deve considerar não apenas a presença de água, mas também o comportamento da estrutura ao longo do tempo.
Segundo Emerson Alexandre, diretor técnico comercial do Grupo Soprema, esse é um dos fatores que devem ser avaliados na especificação de uma solução de impermeabilização. “Toda estrutura movimenta constantemente. O que muda é o local e o quanto essa movimentação acontece. Por isso, o sistema utilizado em uma laje exposta, cobertura ou terraço não será necessariamente o mesmo indicado para um subsolo, fundação, piscina ou reservatório enterrado”, explica.
Além do nível de movimentação, a definição do sistema também deve considerar a posição da impermeabilização em relação à água. Em estruturas como lajes expostas, coberturas e terraços, o sistema fica sujeito diretamente às condições do ambiente e à movimentação do elemento construtivo. Já em subsolos, paredes e pisos podem estar submetidos à pressão da água pelo lado externo, o que exige uma abordagem diferente na especificação.
“Quando a impermeabilização fica do lado em que a água está, existem sistemas como manta asfáltica, membrana de poliuretano, manta de PVC e EPDM. Já quando a aplicação é feita pelo lado oposto à água, como em determinadas situações de subsolo, pode ser utilizado um cristalizante. Nesse caso, é importante considerar que se trata de um sistema rígido, que não suporta movimentação constante da mesma maneira que uma solução com maior capacidade de acompanhar esses movimentos”, afirma o profissional.
Avaliação prévia
A diferença entre os ambientes reforça a necessidade de avaliar as características de cada estrutura antes da definição do sistema. Em subsolos, por exemplo, paredes e pisos podem estar em contato com a umidade e sujeitos à pressão da água, enquanto piscinas e reservatórios enterrados possuem outras condições de exposição. Em coberturas, lajes e terraços, por sua vez, a impermeabilização também precisa acompanhar os movimentos aos quais essas estruturas estão sujeitas.
“Antes de definir o sistema, é preciso entender onde ele será aplicado, como aquela estrutura se movimenta e de que lado a água atua. Esses fatores fazem parte da especificação e ajudam a determinar qual solução é adequada para cada situação”, conclui Emerson.
Sobre o Soprema Group
Com origens em Estrasburgo, na França, com atuação global, o Grupo Soprema é especialista em impermeabilizações e isolamentos térmicos e acústicos desde 1908.
O GRUPO SOPREMA emprega globalmente mais de 13.000 funcionários em mais de 145 unidades fabris, atendendo aproximadamente 90 países.



