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Segurança física ganha espaço nas decisões estratégicas das empresas

A segurança física por muito tempo foi tratada como uma área essencialmente operacional, responsável por proteger pessoas, ativos e instalações. Esse cenário está mudando. Com a evolução da tecnologia, a área passa a ocupar espaço nas discussões de TI, gestão de riscos, finanças e estratégia.

Essa transformação pode ser observada no recorte brasileiro do relatório Estado da Segurança Física 2026. Entre os usuários finais participantes, 78% projetam ambientes cloud ou híbridos para a segurança física nos próximos cinco anos, enquanto 77% já adotaram ou planejam adotar inteligência artificial.

Mais do que indicar uma mudança tecnológica, os números mostram que a segurança está cada vez mais conectada às decisões de negócio. A liderança executiva participa das compras de sistemas de segurança para 60% dos respondentes, enquanto Finanças aparece em 59% dos casos e TI, em 36%.

Quando essas áreas entram na discussão, a avaliação deixa de considerar apenas a capacidade técnica da solução e passa a incluir retorno sobre investimento, eficiência, continuidade operacional, governança e gestão de riscos.

Para quem acompanha tendências de mercado, esse é um sinal importante. Cloud, inteligência artificial e colaboração com TI não são movimentos isolados. Juntos, mostram uma transformação mais ampla na forma como a segurança física gera valor para as organizações. Essa aproximação já é evidente: 72% dos usuários finais brasileiros relatam algum nível de colaboração entre Segurança Física e TI.

Da proteção à inteligência

Ao acompanhar de perto esta pesquisa, um dos resultados que mais me chamou a atenção foi a crescente circulação dos dados de segurança dentro das organizações. Entre os respondentes, 52% afirmam que a liderança executiva recebe dados de segurança física, enquanto 49% indicam o compartilhamento dessas informações com TI.

Câmeras, controle de acesso e outros sistemas passam a desempenhar uma função que vai além da identificação de incidentes. Quando integrados, seus dados podem apoiar decisões relacionadas a riscos, operações, compliance e continuidade dos negócios.

É nesse contexto que a inteligência artificial ganha relevância. Entre os usuários finais brasileiros, 77% já adotaram ou planejam adotar a tecnologia. O desafio não está apenas em ampliar seu uso, mas em direcioná-la para aplicações capazes de gerar resultados concretos, aumentar a eficiência operacional e apoiar decisões com mais contexto.

Modernizar sem começar do zero

A mesma lógica vale para a utilização de cloud. Os 78% que projetam ambientes em nuvem ou híbridos apontam uma tendência clara de modernização, mas não necessariamente de abandono da infraestrutura existente.

No Brasil, 43% dos participantes projetam uma implantação híbrida nos próximos cinco anos e 34% esperam uma operação totalmente em cloud. Entre os principais motivadores estão economia de custos, atualizações contínuas, velocidade de implantação e recuperação de desastres.

Por isso, a discussão não deveria ser simplesmente “cloud ou on-premises”, mas qual arquitetura permite à empresa evoluir de forma segura, preservar investimentos e incorporar novas capacidades ao longo do tempo. O objetivo é construir uma estrutura capaz de acompanhar a evolução do negócio, conectando pessoas, sistemas e dados.

O mercado não está simplesmente trocando o tradicional pelo novo. Está combinando fundamentos consolidados com recursos de inteligência e automação, em uma evolução que precisa respeitar diferentes riscos, infraestruturas e estratégias de negócio.

Minha leitura é que as organizações mais preparadas serão aquelas capazes de conectar essas frentes com uma estratégia de longo prazo, avaliando tecnologias não apenas pelo que entregam hoje, mas também por sua facilidade de integração, postura de cibersegurança e privacidade, liberdade de escolha e capacidade de evolução.

Quando pessoas, processos e tecnologia trabalham de forma coordenada, a segurança física contribui para operações mais resilientes, decisões mais informadas e uma evolução tecnológica coerente com o negócio. Mais do que uma tendência de tecnologia, essa é uma mudança de mercado, e ela já está em curso no Brasil.

 

Bruno Bomfim, Brazil Marketing Manager & Channel Marketing Latam Genetec

 

Sobre a Genetec

A Genetec Inc. é uma empresa global de tecnologia que vem transformando a indústria de segurança física há mais de 25 anos. O portfólio de soluções da empresa permite que empresas, governos e comunidades em todo o mundo protejam pessoas e bens, ao mesmo tempo em que melhoram a eficiência operacional e respeitam a privacidade individual.

A Genetec oferece soluções reconhecidas internacionalmente em gestão de vídeo, controle de acesso e ALPR (reconhecimento automático de placas), todas desenvolvidas com uma arquitetura aberta e projetadas com foco em cibersegurança. O portfólio da empresa também inclui soluções para detecção de intrusão, intercomunicação e gestão de evidências digitais.

Com sede em Montreal, Canadá, a Genetec atende seus clientes por meio de uma extensa rede de parceiros de canal e consultores certificados em mais de 159 países. Para mais informações sobre a Genetec, visite: https://www.genetec.com/br

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