As férias escolares de julho costumam representar o período de maior movimentação em aeroportos brasileiros, além de impulsionar a ocupação de hotéis, shopping centers e outros espaços de grande circulação. Em 2025, julho registrou recorde de 11,6 milhões de passageiros transportados nos aeroportos do país, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), e a tendência permanece em 2026, com crescimento da oferta de voos durante a alta temporada e novos recordes de movimentação no transporte aéreo.
O aumento do fluxo de pessoas, porém, traz um desafio pouco visível para quem viaja ou frequenta esses ambientes: manter a qualidade do ar, o conforto térmico e o consumo de energia sob controle justamente quando os sistemas de climatização operam em sua capacidade máxima.
Para Patrick Galletti, engenheiro mecatrônico, especialista em climatização e CEO do Grupo RETEC, os períodos de alta ocupação exigem uma operação completamente diferente da rotina. “Quando um aeroporto ou um shopping recebe milhares de pessoas a mais em poucos dias, muda toda a dinâmica térmica do edifício. Há maior geração de calor, aumento da concentração de CO₂, maior abertura de portas e uma renovação do ar muito mais intensa. Se o sistema não foi planejado para essa variação, o desconforto aparece rapidamente e o consumo de energia dispara”, afirma.
Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a climatização responde por parcela significativa do consumo de eletricidade em edifícios comerciais e públicos, o que faz da eficiência operacional um fator decisivo durante períodos de alta demanda.
Tecnologia substitui operação baseada em tentativa e erro
Nos empreendimentos mais modernos, sensores de ocupação, monitoramento da qualidade do ar, automação predial e controle independente por zonas passaram a desempenhar papel central na gestão da climatização.
Esses recursos permitem que diferentes áreas do edifício sejam climatizadas conforme o número de pessoas presentes, evitando que ambientes vazios consumam energia desnecessariamente enquanto locais mais movimentados recebem maior capacidade de refrigeração e renovação do ar.
“A climatização deixou de ser apenas um equipamento ligado na parede. Hoje ela funciona integrada aos sistemas do prédio. É possível acompanhar em tempo real a ocupação dos ambientes, identificar onde existe maior carga térmica e ajustar automaticamente temperatura, ventilação e renovação do ar”, explica Galletti.
Essa gestão também reduz o risco de falhas durante os períodos de maior utilização. Equipamentos monitorados continuamente conseguem indicar necessidade de manutenção antes que ocorram interrupções inesperadas no funcionamento.
Qualidade do ar passa a influenciar a experiência do consumidor
Embora o conforto térmico seja o aspecto mais percebido pelo público, Patrick Galletti afirma que a qualidade do ar ganhou importância semelhante após a pandemia e diante da maior preocupação com a saúde respiratória.
Em locais de grande circulação, sistemas de renovação do ar, filtragem adequada e monitoramento dos níveis de dióxido de carbono ajudam a reduzir a sensação de abafamento, odores e desconforto causado pela elevada concentração de pessoas. “Quando o ambiente está cheio, muitas vezes o problema não é apenas temperatura. Se a renovação do ar não acompanha a ocupação, aumentam os níveis de CO₂ e o resultado pode ser sensação de cansaço, sonolência e desconforto, mesmo com o ar-condicionado funcionando, diz Patrick.
O cuidado também influencia a operação dos próprios empreendimentos. Ambientes mais confortáveis favorecem a permanência dos consumidores em centros comerciais, melhor experiência para hóspedes e maior bem-estar para passageiros que permanecem longos períodos dentro de aeroportos.
Planejamento reduz custos durante a alta temporada
Segundo o engenheiro, uma das principais mudanças do setor é que grandes empreendimentos passaram a preparar a climatização para datas específicas do calendário, como férias escolares, feriados prolongados e grandes eventos.
Em vez de operar todos os equipamentos continuamente, os sistemas inteligentes distribuem a carga conforme a demanda, reduzindo desperdícios sem comprometer o conforto. “O objetivo não é resfriar mais, mas climatizar melhor. Um sistema inteligente consegue entregar conforto com menor consumo energético porque entende como aquele edifício está sendo utilizado ao longo do dia”, diz o especialista.
Com temperaturas elevadas registradas com frequência em diferentes regiões do país e o crescimento constante do turismo doméstico, Patrick avalia que a climatização tende a ocupar espaço cada vez maior no planejamento operacional de aeroportos, hotéis, centros comerciais e demais edifícios de uso coletivo. “A experiência de quem utiliza esses espaços depende de diversos fatores invisíveis. Quando a climatização funciona corretamente, as pessoas praticamente não percebem. Quando ela falha, todo o ambiente sente os efeitos.”

Sobre Patrick Galletti
Patrick Galletti é Engenheiro Mecatrônico, pós-graduando em Engenharia de Climatização, pós-graduando em Qualidade do Ar e especialista no “Impacto das mudanças climáticas na saúde das pessoas”, pela Universidade de Harvard. Possui experiência em engenharia de orçamento, gerenciamento de riscos de construções, obras e operações offshore em uma das maiores empresas do Brasil, além de onze anos de atuação no mercado de climatização. Atualmente, é CEO do Grupo RETEC, uma empresa pioneira e referência com mais de 44 anos de atuação no mercado de AVAC-R (aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração).
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Sobre o Grupo RETEC
O Grupo RETEC é referência, há mais de 44 anos, no setor de climatização e refrigeração no Distrito Federal e Goiás, oferecendo soluções integradas para instalação de ar-condicionado, ventilação, isolamento térmico e renovação de ar. Com uma equipe altamente qualificada e parcerias com fabricantes líderes, a empresa garante acesso às tecnologias mais avançadas e inovadoras do mercado. Oferecendo suporte técnico especializado e produtos com pronta-entrega, o Grupo RETEC está comprometido com a excelência, inovação e satisfação de seus clientes em projetos de diferentes portes.
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