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Acidentes de trabalho na construção civil crescem 16,9% em dois anos no Brasil

Dados mais recentes da Previdência mostram avanço em diferentes atividades do setor

Os acidentes de trabalho na construção civil cresceram 16,9% no Brasil entre 2022 e 2024, passando de 43.452 para 50.789 ocorrências. Os números fazem parte dos dados mais atualizados disponibilizados pelo Ministério da Previdência Social, referentes a 2024, e reforçam o desafio da prevenção em um setor no qual trabalhadores estão diariamente expostos a riscos como quedas, impactos, eletricidade, ruídos e movimentação de materiais e equipamentos.

O avanço acompanha um cenário de crescimento dos acidentes de trabalho no país. Em 2022, foram registradas 654.908 ocorrências, número que subiu para 754.382 em 2023 e alcançou 834.048 acidentes em 2024. Em dois anos, o aumento foi de aproximadamente 27,4%.

A análise de atividades diretamente relacionadas à construção ajuda a dimensionar onde esse crescimento tem sido mais expressivo. Na construção de edifícios residenciais e comerciais, por exemplo, foram registrados 13.738 acidentes em 2022, 13.551 em 2023 e 14.832 em 2024, crescimento de aproximadamente 8% na comparação entre o primeiro e o último ano.

Em algumas atividades, entretanto, o avanço foi significativamente maior. Na instalação e manutenção elétrica, os registros saltaram de 3.480 acidentes em 2022 para 4.449 em 2023 e 5.039 em 2024, uma alta de aproximadamente 45% em dois anos.

Nas instalações hidráulicas, sanitárias e de gás, o crescimento chegou a quase 69%, passando de 1.259 ocorrências em 2022 para 1.784 em 2023 e 2.125 em 2024. Já as obras de alvenaria registraram 3.561 acidentes em 2022, 4.310 em 2023 e 4.894 em 2024, avanço de aproximadamente 37%.

Os serviços de pintura de edifícios também apresentaram crescimento no período: foram 1.895 acidentes em 2022, 2.298 em 2023 e 2.516 em 2024, alta próxima de 33%.

Para Cauê Maineti, diretor da UMP e especialista em equipamentos de segurança individual, os números reforçam a necessidade de ampliar a cultura de segurança dentro dos canteiros de obras.

“Quando falamos em construção civil, estamos falando de profissionais expostos simultaneamente a diferentes riscos. Trabalho em altura, queda de materiais, eletricidade, ruído, ferramentas e movimentação de equipamentos e materiais fazem parte da rotina de muitos canteiros. Por isso, a segurança não pode ser tratada apenas como uma obrigação a ser cumprida. Ela precisa fazer parte da cultura da empresa e da rotina do trabalhador”, afirma Maineti.

Proteção começa antes do acidente

A prevenção de acidentes na construção envolve uma combinação de medidas coletivas, treinamento, procedimentos de segurança e utilização adequada dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), definidos de acordo com os riscos presentes em cada atividade.

Entre os equipamentos essenciais em diferentes etapas de uma obra estão os capacetes de segurança, destinados à proteção da cabeça contra impactos e outros riscos conforme sua classe e especificação, além dos equipamentos de proteção auditiva, especialmente em atividades que envolvem exposição contínua a níveis elevados de ruído.

Segundo Maineti, tão importante quanto disponibilizar o EPI é garantir que a escolha considere o risco ao qual o profissional está efetivamente exposto, além da procedência, certificação, conservação e ajuste adequado do equipamento.

“Não basta simplesmente entregar um EPI ao trabalhador. É necessário entender qual é o risco daquela atividade e selecionar um equipamento adequado, certificado e que ofereça condições para ser utilizado corretamente durante toda a jornada. O conforto também faz parte dessa equação, porque equipamentos inadequados, mal ajustados e ou em más condições de conservação podem comprometer a adesão ao uso”, explica o especialista.

Os números da Previdência evidenciam ainda que diferentes funções dentro da construção apresentam comportamentos distintos. Enquanto a construção de edifícios registrou crescimento de aproximadamente 8% entre 2022 e 2024, atividades como instalações hidráulicas, instalações elétricas, alvenaria e pintura apresentaram aumentos superiores a 30%.

Para o diretor da UMP, essa diferença reforça a importância de avaliar individualmente os riscos de cada atividade.

“Dentro de uma mesma obra existem profissionais expostos a riscos completamente diferentes. Quem trabalha com instalações elétricas têm necessidades distintas de quem atua com pintura, alvenaria ou outras etapas da construção. Uma estratégia eficiente de prevenção começa justamente pelo reconhecimento desses riscos e pela adoção das medidas de proteção adequadas para cada situação”, completa Maineti.

Há 27 anos, a UMP desenvolve e fabrica equipamentos de proteção individual para diferentes ambientes industriais e profissionais do Brasil, com especialização em proteção da cabeça.

Com estrutura industrial própria, rigoroso controle de qualidade e abrangência logística para entrega em todo Brasil, a empresa possui 7 modelos diferentes de capacetes de segurança desenvolvidos para diferentes níveis de risco, incluindo impacto, perfuração e riscos elétricos. A UMP também fabrica protetores faciais e auriculares de inserção tipo plug e abafadores tipo concha, voltados à proteção de profissionais expostos ao ruído ocupacional.

Os produtos da marca possuem Certificado de Aprovação (CA) ativo e atendem às exigências aplicáveis aos diferentes ambientes e atividades profissionais.

Sobre a UMP
Há 27 anos no mercado, a UMP é uma fabricante brasileira de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), especializada em proteção da cabeça. Com estrutura industrial própria, a empresa desenvolve capacetes de segurança, protetores auriculares e abafadores tipo concha para diferentes ambientes e atividades profissionais. Seus produtos são desenvolvidos com foco em segurança, conforto, qualidade e custo-benefício para profissionais expostos a riscos no dia a dia de trabalho.

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