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Cinco indicadores que ajudam empresas a prevenir afastamentos antes que eles aconteçam

Especialista explica quais dados merecem acompanhamento contínuo e alerta que falhas na prevenção podem resultar em responsabilização da empresa em casos de doenças relacionadas ao trabalho

Afastamentos de colaboradores costumam ser tratados pelas empresas apenas quando já acontecem. No entanto, a maioria desses casos é precedida por sinais que podem ser identificados por meio do acompanhamento de indicadores relacionados ao ambiente de trabalho e à saúde dos colaboradores.

Dados do Ministério da Previdência Social mostram que, somente em 2025, foram concedidos mais de 3 milhões de benefícios por incapacidade temporária no Brasil. Para o médico do trabalho e fundador da Mag Saúde, Vardiceu Genaro, acompanhar esses indicadores permite agir antes que o problema resulte em licenças e prejuízos para empresas e trabalhadores. “Os indicadores funcionam como um painel de controle da saúde da empresa. Quando analisados em conjunto, ajudam a identificar riscos e antecipar decisões antes que o colaborador precise se afastar”, afirma.

Segundo o especialista, cinco indicadores merecem atenção permanente:

  1. Frequência de atestados médicos – O aumento do número de atestados, principalmente quando há reincidência em um período de 60 a 90 dias ou concentração em determinados setores, costuma indicar um processo de adoecimento que pode evoluir para afastamentos prolongados.
  2. Taxa de absenteísmo – O crescimento dos dias perdidos por motivo de saúde e das ausências em determinadas áreas pode revelar problemas organizacionais, ergonômicos e psicossociais que exigem intervenção preventiva.
  3. Saúde mental e riscos psicossociais – Casos de ansiedade, depressão, burnout e outros fatores relacionados ao ambiente de trabalho devem ser monitorados continuamente para identificar situações de risco antes que evoluam para incapacidade laboral.
  4. Indicadores dos exames ocupacionais – O acompanhamento da evolução da saúde dos trabalhadores, das restrições ocupacionais e das mudanças de aptidão permite identificar precocemente doenças relacionadas ao trabalho e avaliar a eficácia das medidas preventivas adotadas pela empresa.
  5. Presenteísmo – Queda de produtividade, aumento de erros, dificuldade de concentração e mudanças de comportamento em colaboradores que continuam trabalhando mesmo doentes costumam anteceder afastamentos e representam importantes sinais de alerta.

Segundo Vardiceu Genaro, empresas que monitoram esses indicadores de forma integrada conseguem identificar trabalhadores em risco antes do afastamento, direcionar ações preventivas para os setores mais vulneráveis, reduzir custos com absenteísmo e benefícios previdenciários, melhorar a produtividade e fortalecer a gestão da saúde ocupacional com decisões baseadas em dados.

A empresa pode ser responsabilizada?

Além dos impactos financeiros e operacionais, negligenciar esses indicadores pode gerar responsabilização quando houver relação entre a doença e as condições de trabalho.

Segundo Vardiceu Genaro, cada caso é analisado individualmente, considerando fatores como a existência de nexo causal ou concausal, as condições do ambiente de trabalho, as medidas preventivas adotadas e a documentação de saúde ocupacional. “Programas preventivos, exames ocupacionais realizados corretamente, treinamentos e registros técnicos demonstram que a empresa atua para reduzir riscos. A medicina ocupacional vai muito além do cumprimento da legislação: ela fornece informações para prevenir adoecimentos, preservar a saúde do trabalhador e tornar os ambientes de trabalho mais seguros.”

Com 30 anos de atuação, a Mag Saúde é especializada em saúde ocupacional, segurança do trabalho e gestão integrada de exames ocupacionais. A empresa atende cerca de 85 mil vidas em mais de 390 cidades brasileiras, por meio de uma rede com mais de 500 clínicas credenciadas, oferecendo soluções em medicina ocupacional, gestão de exames e prevenção de riscos para empresas de diferentes segmentos.

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