Clínicas e laboratórios ampliam procura por equipes especializadas em higienização e biossegurança
Cresce necessidade de protocolos específicos de limpeza, desinfecção e gerenciamento de resíduos em serviços de saúde
A higienização de clínicas, laboratórios e outros serviços de saúde exige procedimentos que vão além da limpeza convencional. Protocolos de desinfecção, manejo de resíduos, prevenção de contaminações e atuação em áreas críticas têm levado empresas do setor a investir na formação específica dos profissionais que trabalham nesses ambientes.
Na Grande Florianópolis, a Orsegups concluiu a capacitação de 90 colaboradores para atuação em serviços de limpeza técnica em clínicas e laboratórios. Atualmente, a empresa atende diversas instituições desse segmento e considera a área estratégica para a ampliação de suas operações.
O treinamento incluiu procedimentos operacionais padrão, técnicas de desinfecção e descontaminação, limpeza concorrente, realizada enquanto o ambiente permanece em funcionamento, e limpeza terminal, executada de forma mais completa após a desocupação da área ou conforme a programação da instituição.
Os profissionais também foram orientados sobre segregação, manejo e fluxo de resíduos biológicos, além dos cuidados exigidos em áreas consideradas críticas pelo risco de contaminação e pelo perfil dos procedimentos realizados. Durante a capacitação, os participantes receberam orientações sobre as exigências sanitárias aplicáveis aos serviços de saúde.
As orientações basearam-se no Manual da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estabelece que a limpeza deve sempre anteceder a desinfecção. O documento determina procedimentos específicos para cada nível de risco, diferenciando a limpeza terminal (realizada com o ambiente desocupado) da concorrente (feita durante o funcionamento), garantindo a segurança contínua durante o atendimento.
“A atuação em uma clínica ou laboratório exige conhecimento sobre a realidade de cada ambiente, os fluxos internos e os protocolos definidos pela instituição. Não se trata apenas de executar a limpeza, mas de compreender como esse trabalho integra as barreiras de prevenção e segurança”, explica o gerente de Operações da Orsegups, Carlos Augusto Cabral Faraco.
Segundo a OMS, infecções hospitalares afetam 7 em cada 100 pacientes em países de alta renda e 15 nos de baixa e média renda. No entanto, programas eficazes de prevenção, como higiene das mãos, limpeza do ambiente e treinamento das equipes, podem reduzir esses casos em até 70%.
Para Faraco, a terceirização desse serviço precisa considerar as particularidades do setor de saúde. “Uma equipe preparada consegue seguir os protocolos da instituição com mais padronização, identificar os procedimentos adequados para cada área e realizar o gerenciamento de resíduos conforme as normas sanitárias. Isso reduz falhas operacionais e reforça a segurança de pacientes e profissionais”, afirma.
Além do cumprimento das exigências sanitárias, processos estruturados de higienização também são considerados pelas instituições que buscam manter padrões de qualidade e avançar em programas de certificação e acreditação.


